A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Jockey Club da Câmara Municipal de São Paulo se reuniu nesta terça-feira (28/4). Os vereadores do colegiado ouviram dois convidados: Marina Nardin Prado, arquiteta do DPH (Departamento do Patrimônio Histórico), e Igor Gabriel de Souza Carollo, sócio-administrador do escritório Carollo Arquitetura e Restauro.
A comissão investiga a regularidade fiscal e imobiliária das atividades do Jockey Club de São Paulo, a gestão de débitos tributários, a alienação de potencial construtivo e a atuação do Poder Público.
Depoimentos
Marina Nardin Prado, que atua no DPH desde 2021, respondeu aos questionamentos dos parlamentares sobre possíveis incoerências em contratos e prestações de contas. De acordo com a arquiteta, o clube recebeu cerca de R$ 20 milhões para uma obra de aproximadamente 50 mil metros quadrados, além de outras transferências que totalizam um montante de R$ 45 milhões.
“No primeiro relatório, o Jockey apresentou uma planilha com listagens de projetos que já tinham sido apresentados, mas que ainda iam ser elaborados. Eles enviaram essa planilha em 2024, mas tinham algumas coisas que eles disseram que já iam ser concluídas em 2023. Então, achamos isso um pouco estranho e pedimos que eles revisem essa planilha”, afirmou Marina.
A arquiteta ressaltou que ao analisar o material, detalhando os serviços executados, o Departamento do Patrimônio Histórico constatou que o conteúdo não condizia com o que foi solicitado anteriormente. Marina apontou ainda divergências técnicas nos documentos apresentados.
“O Jockey Club indicou em uma planilha, de modo geral, onde foram empregados esses R$ 20 milhões. Mas, para os outros R$45 milhões, não indicaram onde gastaram o dinheiro. O que nós identificamos de estranho nessa planilha, é que tinham vários projetos de edifícios diferentes, metragens diferentes com o mesmo valor que não é usual. Vimos também que essa planilha tinha BDI (Benefícios e Despesas Indiretas) único e aplicado a tudo. Isso não é comum”, concluiu ela, que disse ainda que as dúvidas foram encaminhadas para análise da assessoria jurídica da Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa.
Na sequência, Igor Gabriel de Souza Carollo prestou esclarecimentos sobre os serviços prestados pela empresa dele ao Jockey Club em 2024. O contrato, segundo ele, era de R$ 100 mil.
“O presidente do Jockey, Marcelo Motta, me ligou e falou que temos um termo de compromisso parcial e que precisamos expor o que foi feito. O objeto do meu contrato era mostrar as obras que foram executadas, como um antes e depois”, afirmou o arquiteto.
Ele também contou ainda que a empresa ainda não foi remunerada: “Nós trabalhamos e não recebemos nenhum valor do Jockey Clube até o momento”. Igor destacou que o relatório pessoal não identificou irregularidades técnicas nas obras do último ano.
“Dentro do objeto que eu fui contratado, para analisar se as obras foram executadas ou não. Nós recebemos os diários de obras e de acordo com os procedimentos de restauro, foram feitos a contento, como a própria arquiteta Marina Prado disse. Agora, se as obras estão a contento aos valores recebidos, não consigo responder. Este não é o meu papel”, pontuou ele.
Vereadores
Os integrantes da CPI avaliaram os depoimentos. Para o presidente da comissão, vereador Gilberto Nascimento (PL), os esclarecimentos são insuficientes: “Essa conta do Jockey não está fechando. Fomos buscar resposta de uma coisa e estamos acertando em outra. Tudo isso vai vir à tona pela CPI”.
O relator do colegiado, vereador Carlos Bezerra Jr. (PSD), destacou contradições nos contratos. “Isso é algo que nos preocupa bastante e tem algo que está ficando cada vez mais claro: dos R$ 60 milhões que foram repassados ao Jockey Club, tem R$ 40 milhões que ninguém sabe onde estão e para onde foram. Parece que esse recurso não tem comprovação e realmente sumiu. É nisso que estamos debruçados e tenho certeza que vamos chegar a um esclarecimento”.
Requerimentos
Na reunião desta terça, a comissão aprovou quatro novos requerimentos. Os documentos convidam representantes da Procuradoria Geral do Município, da Secretaria Municipal da Fazenda e do Desap (Departamento de Desapropriações).
Também estiveram presentes: Sansão Pereira (REPUBLICANOS), Silvinho Leite (UNIÃO), Roberto Tripoli (PV), Luana Alves (PSOL), Kenji Ito (PODE), Carlos Bezerra Jr. (PSD) e Dheison Silva (PT).
Assista aqui à reunião da CPI do Jockey Club.
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