Uma autoridade de alto escalão dos EUA negou que um navio norte-americano tenha sido atingido por mísseis iranianos, segundo um repórter do site Axios. A Reuters não conseguiu verificar os relatos de forma independente.
O Irã havia alertado hoje as forças norte-americanas para não entrarem na hidrovia estratégica, depois que o presidente Donald Trump disse que os Estados Unidos “guiariam” os navios retidos no Golfo pela guerra contra o Irã.
Trump deu poucos detalhes sobre o plano para ajudar os navios e suas tripulações que estão confinados na hidrovia e estão ficando sem alimentos e outros suprimentos com mais de dois meses do conflito.
“Dissemos a esses países que guiaremos seus navios com segurança para fora dessas hidrovias restritas, para que possam continuar livremente e habilmente com seus negócios”, disse Trump em publicação no seu site Truth Social no domingo.
Em resposta, o comando unificado do Irã alertou os navios comerciais e petroleiros para que se abstivessem de qualquer movimento que não fosse coordenado com os militares do Irã.
“Dissemos repetidamente que a segurança do Estreito de Ormuz está em nossas mãos e que a passagem segura dos navios precisa ser coordenada com as Forças Armadas”, declarou Ali Abdollahi, chefe do comando unificado das forças, em comunicado.
“Alertamos que quaisquer Forças Armadas estrangeiras, especialmente o agressivo Exército dos EUA, serão atacadas se tiverem a intenção de se aproximar e entrar no Estreito de Ormuz.”
Desde o início da guerra, o Irã bloqueou quase todos os navios que entram e saem do Golfo, exceto os seus próprios, cortando cerca de um quinto das remessas de petróleo e gás do mundo e fazendo com que os preços subissem 50% ou mais.
O Comando Central (Centcom) dos EUA, que por sua vez está bloqueando os portos iranianos para pressionar Teerã, disse que apoiaria o esforço de resgate com 15 mil militares e mais de 100 aeronaves, além de navios de guerra e drones.
“Nosso apoio a essa missão defensiva é essencial para a segurança regional e a economia global, enquanto também mantemos o bloqueio naval”, afirmou o almirante Brad Cooper, comandante do Centcom, em comunicado.
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Com informações da Agência Brasil
