O nome de Espinosa como quinta candidata foi anunciado pela porta-voz da atual presidente da Assembleia Geral, La Neice Collins.
Sala da Assembleia Geral durante o debate de alto nível de 2019
Primeira mulher da América Latina e Caribe
Collins contou que a candidatura de María Fernanda Espinosa foi recebida, na tarde de 11 de maio em Nova Iorque, com uma declaração de visão sobre o plano de trabalho, o CV da candidata e uma declaração sobre o financiamento da campanha.
Ex-ministra da Defesa de seu país, ela também ocupou a pasta da Cultura e do Patrimônio. Em 2018, María Fernanda Espinosa se tornou a primeira mulher da América Latina e do Caribe e a quarta na história da ONU a ocupar o posto de presidente da Assembleia Geral, onde cumpriu o mandato de um ano.
Até o mês passado, ela era a diretora executiva da organização GWL, Global Women Leaders, que reúne ex-chefes de Estado e governo e outras líderes internacionais para promoção de mais mulheres em cargos políticos e de decisão.
O edifício do Secretariado com as bandeiras dos Estados-Membros em primeiro plano, na sede da ONU, em Nova Iorque
Três candidatas e dois candidatos
O nome de Espinosa foi apresentado por Antigua e Barbuda.
Até o momento, a lista de candidatos a secretário-geral da ONU inclui três mulheres, por ordem de chegada: Michelle Bachelet, apoiada por Brasil e México, Rebeca Grynspan, apresentada pela Costa Rica, e María Fernanda Espinosa, apoiada por Antigua e Barbuda. Os dois candidatos ao posto são Rafael Mariano Grossi, apresentado pela Argentina, e Macky Sall, apoiado por Burundi.
O secretário-geral da ONU é eleito pela Assembleia Geral após recomendação do Conselho de Segurança para um mandato de cinco anos com possibilidade de reeleição.
O líder da organização, António Guterres, deixa o cargo neste 31 de dezembro, após exercer dois mandatos consecutivos.
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Com informações da ONU
