Acessar o conteúdo
Close Menu
FZLFZL
  • Brasil
  • Itaquaquecetuba
  • Mundo
  • São Paulo
  • São Paulo – Capital
  • Webstories

Subscribe to Updates

Get the latest creative news from FooBar about art, design and business.

What's Hot

Viva Maria: Rádio Nacional da Amazônia completa 49 anos

setembro 1, 2026

ONU avança em marco global pelo direito à educação infantil gratuita

setembro 1, 2026

Hoje é Dia: datas, fatos e feriados de setembro de 2026

setembro 1, 2026
Facebook X (Twitter) Instagram
Facebook X (Twitter) Instagram
FZLFZL
Whatsapp 11 5198-6737
  • Brasil
  • Itaquaquecetuba
  • Mundo
  • São Paulo
  • São Paulo – Capital
  • Webstories
FZLFZL
Início - São Paulo - Cólica menstrual intensa na adolescência eleva risco de desenvolver dor crônica generalizada, diz pesquisador da USP

Cólica menstrual intensa na adolescência eleva risco de desenvolver dor crônica generalizada, diz pesquisador da USP

RedacaoBy Redacaooutubro 4, 2025Nenhum comentário4 Mins Read
Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Reddit Telegram Email
Share
Facebook Twitter LinkedIn Pinterest Email

A cólica menstrual intensa não é apenas um desconforto que acompanha a vida das adolescentes. Um estudo longitudinal publicado no The Lancet Child & Adolescent Health revelou que jovens que apresentavam cólicas moderadas ou severas aos 15 anos de idade tiveram maior risco (até 76%) de desenvolver dor crônica aos 26. A pesquisa internacional contou com a participação do professor Omero Benedicto Poli Neto, do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, para quem a cólica menstrual não pode ser tratada com normalidade. “Quando é intensa, ela é um marcador importante e aumenta significativamente o risco de uma adolescente se tornar uma mulher com dor crônica”, alerta.

LEIA TAMBÉM: Outubro Rosa: quatro maneiras de agendar mamografia gratuitamente em SP

O trabalho analisou 1.157 participantes do Reino Unido ao longo de 12 anos. Atendidas aos 15 anos, as adolescentes relataram a intensidade das cólicas menstruais. Posteriormente, aos 26 anos, foram avaliadas quanto à presença de dor crônica – dor persistente por três meses ou mais. Entre aquelas que nunca tiveram cólica, cerca de 18% desenvolveram dor crônica na vida adulta. Já nas que sofriam de cólica moderada, o risco subiu para 65% , enquanto que, para as que tinham cólica severa, o aumento chegou a 76% em comparação com as demais.

Segundo Poli Neto, o acompanhamento de longo prazo, durante o estudo, permitiu estabelecer uma relação de causalidade. “Até então, não havia trabalhos dessa magnitude. O que mostramos é que a cólica menstrual [intensa] pode ser a causa de dores crônicas no futuro.”

Exposição repetida à dor compromete futuro

Os resultados mostram que as consequências não ficam restritas ao abdome e à região pélvica. Além dessas regiões, o levantamento apontou maior ocorrência de cefaleia (dores de cabeça) e dores nas costas entre as participantes que sofreram com cólicas intensas na adolescência. Também houve aumento em dores articulares, como em joelhos e punhos.

“Uma adolescente que sofre com cólica intensa não está apenas em risco de continuar com dor pélvica. Ela pode desenvolver enxaqueca, dor nas costas ou em outras partes do corpo. Em nosso julgamento, o que conecta essas condições é o sistema nervoso central, que se torna mais sensível após a exposição repetida à dor”, explica o professor.

Esse mecanismo é descrito como plasticidade do Sistema Nervoso Central (SNC): quanto mais prolongada e severa a experiência dolorosa, maior a chance de o organismo “guardar” esse padrão e responder com dor a outros estímulos ao longo da vida. “Há uma relação dose-dependente. Quanto mais tempo e intensidade de dor, principalmente em uma fase da vida onde o SNC tem grande plastia (infância e adolescência), maior o risco de surgirem outras condições, como fibromialgia e enxaqueca, no futuro”, afirma Poli Neto.

Quando a cólica deixa de ser normal

Embora muitas vezes naturalizada, a cólica menstrual intensa deve acender um sinal de alerta. Segundo o professor, quando a dor interrompe a rotina escolar ou de trabalho por dias, não melhora com analgésicos comuns ou compromete a vida social, é preciso procurar atendimento médico especializado. 

“Se a adolescente precisa faltar à escola com frequência, por meses consecutivos, devido à dor, isso não é normal. É um sinal claro de que precisa de avaliação personalizada”, orienta o professor. Ele ressalta, porém, que nem sempre será identificado um diagnóstico de patologia, como a endometriose, por exemplo. “A maioria das meninas não terá uma doença evidente, mas a dor é real e precisa ser legitimada. O acolhimento é parte essencial do tratamento.”

O estudo também analisou a influência da saúde mental e mostrou que ansiedade e depressão explicam apenas uma pequena parte da associação. Ainda assim, a relação é complexa. “A dor crônica pode gerar sintomas depressivos e ansiosos, mas pessoas com histórico de ansiedade e depressão também são mais vulneráveis a desenvolver dor. É uma via de mão dupla, e o tratamento precisa considerar isso”, explica o professor.

O que fazer para mudar esse cenário

Para o pesquisador, enfrentar o problema exige ação em várias frentes. “A primeira medida é a educação. É falar sobre menstruação com meninas, meninos, pais e educadores, tirando o tema do tabu.” Ele também defende ambientes sociais mais saudáveis, com estímulo à participação em atividades sociais, esportivas e combate a abusos físicos e emocionais que aumentam a vulnerabilidade.

No campo da saúde, Poli Neto aponta a necessidade de reformar os serviços para acolher a dor crônica feminina, capacitar profissionais e garantir acesso a tratamentos que podem reduzir a cólica, como anticoncepcionais hormonais, quando indicados. “É inacreditável que muitas meninas nem saibam que o anticoncepcional pode melhorar a cólica menstrual. A informação precisa chegar a todas, e o sistema de saúde deve estar preparado para oferecer cuidado contínuo.”

source
Com informações da Agência São Paulo

Compartilhe isso:

  • Compartilhar no Facebook(abre em nova janela) Facebook
  • Compartilhar no X(abre em nova janela) X

Curtir isso:

Curtir Carregando...

Relacionado

Share. Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Email
Redacao
  • Website

Related Posts

CULTSP PRO: veja como se inscrever para mais de 900 vagas de cursos gratuitos em 18 cidades no estado

setembro 1, 2026

Empresas de SP podem se inscrever para participar de missão empresarial ao Paraguai e à Colômbia

setembro 1, 2026

Matrículas para estudar na rede estadual de SP em 2027 começam nesta terça-feira (1º)

setembro 1, 2026

Comments are closed.

Viva Maria: Rádio Nacional da Amazônia completa 49 anos

setembro 1, 2026

ONU avança em marco global pelo direito à educação infantil gratuita

setembro 1, 2026

Hoje é Dia: datas, fatos e feriados de setembro de 2026

setembro 1, 2026

Justiça do Rio condena músico a 28 anos de prisão por feminicídio

setembro 1, 2026

CULTSP PRO: veja como se inscrever para mais de 900 vagas de cursos gratuitos em 18 cidades no estado

setembro 1, 2026

Orçamento de 2027 tem salário mínimo de R$ 1.741 e redução de despesas com pessoal

setembro 1, 2026

Câmara aprova exigência de diploma para o exercício profissional da psicopedagogia

setembro 1, 2026

Seminário debate educação especial, inclusão e garantia de direitos

setembro 1, 2026

Mulheres empreendedoras da BPW São Paulo recebem homenagens na Câmara

setembro 1, 2026

Grêmio recreativo cultural social escola de samba Tradição recebe o Voto de Júbilo

setembro 1, 2026
© 2026 FZL - Folha Zona Leste - Todos os direitos reservados! Email - [email protected]
  • Brasil
  • Itaquaquecetuba
  • Mundo
  • São Paulo
  • São Paulo – Capital
  • Webstories

Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.

imunify-bot-check
%d