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Início - São Paulo - Instituto Butantan firma parceria para desenvolver terapia de anticorpos pioneira contra febre amarela

Instituto Butantan firma parceria para desenvolver terapia de anticorpos pioneira contra febre amarela

RedacaoBy Redacaonovembro 21, 2025Nenhum comentário6 Mins Read
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Com o objetivo de aprimorar seu portfólio de produtos imunobiológicos, com foco especial em doenças negligenciadas e infecciosas, o Instituto Butantan firmou uma parceria estratégica com a empresa de biotecnologia Mabloc, sediada em Washington, nos Estados Unidos, para co-desenvolver e fabricar o MBL-YFV-01 — uma terapia inovadora com anticorpos monoclonais para infecção pelo vírus da febre amarela (YFV).

O medicamento MBL-YFV-01 será indicado como tratamento da doença para moradores de áreas endêmicas que não foram vacinados e acabaram sendo infectados.

A parceria ocorre em meio à escalada de surtos de febre amarela no Brasil, incluindo casos humanos confirmados em São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo. Apesar da disponibilidade de uma vacina viva atenuada, milhões de pessoas permanecem em risco devido à baixa imunização. Uma opção terapêutica pós-exposição continua sendo uma necessidade médica.

“Enquanto o mercado tradicional se concentra em terapias de alto retorno financeiro, o Butantan direciona seus esforços para onde a necessidade é maior — desenvolver anticorpos monoclonais, medicamentos altamente eficazes, mas de custo elevado, reafirmando nosso compromisso de transformar pesquisa em impacto social e colocar a saúde pública acima de qualquer interesse econômico”, afirma o diretor de Inovação e Licenciamento de Tecnologia do Instituto Butantan, Cristiano Gonçalves.

A Mabloc, empresa de biotecnologia impulsionada por inteligência artificial, que desenvolve terapias com anticorpos monoclonais para doenças infecciosas, detém licenças e patentes relacionadas a anticorpos monoclonais altamente específicos com grande capacidade de neutralização viral. 

O MBL-YFV-01 é um anticorpo monoclonal humano descoberto por meio da plataforma BRAID™, de propriedade da Mabloc, que utiliza inteligência artificial para identificar e otimizar rapidamente potenciais anticorpos. Em um estudo com modelos animais publicado em 2023 na Science Translational Medicine, uma dose única de 50 mg/kg de MBL-YFV-01 controlou totalmente a viremia e preveniu a doença grave e a morte.

“A capacidade de intervir durante a fase aguda da doença, com risco de vida, é o que torna o MBL-YFV-01 único. Embora a vacinação proteja a maioria da população, ainda há locais onde a imunização não é largamente acessível”, afirma o diretor de Desenvolvimento de Produtos da Mabloc, Michael Ricciardi. “Com a comprovada capacidade do Butantan de fabricação de produtos biológicos e de ensaios clínicos, esta parceria nos permite responder rapidamente a surtos reais e levar uma terapia extremamente necessária às mãos de médicos e pacientes. Este será o primeiro medicamento específico para o tratamento da febre amarela”, ressalta.

Os anticorpos monoclonais (mAbs) são uma classe de medicamentos produzidos a partir de diferentes tecnologias que identificam uma sequência genética e tratam uma variedade de doenças infecciosas, autoimunes e cancerígenas com efeitos colaterais mínimos ou inexistentes. O Butantan possui um Laboratório de Biofármacos que estuda novos anticorpos monoclonais e uma fábrica onde podem ser produzidos diferentes anticorpos monoclonais.

Termos da Parceria

O acordo estabelece a concessão de uma licença exclusiva ao Butantan para o desenvolvimento do anticorpo monoclonal contra a febre amarela, bem como para sua futura comercialização em países de baixa e média renda.

“Anticorpos monoclonais são medicamentos inovadores e altamente específicos, cuja relevância para prevenção e tratamento de doenças infecciosas tem crescido nos últimos anos. Desenvolver este produto passando por toda a rota tecnológica, não só se alinha com a missão do Butantan, como também gera muito aprendizado e competência técnica para o país por meio do investimento em P&D de áreas pouco exploradas pela indústria – o que reafirma nosso compromisso de transformar ciência em impacto social entregando mais uma solução em benefício da saúde pública”, complementa Cristiano Gonçalves. 

Importância Clínica 

Um estudo de 2019 com pacientes de febre amarela, publicado no The Lancet Infectious Diseases, demonstrou que a alta carga viral poderia ser uma variável preditora independente de mortalidade. Segundo a pesquisa, 100% dos pacientes investigados com alta carga viral e contagens elevadas de neutrófilos morreram durante a hospitalização. O MBL-YFV-01 reduz a carga viral e pode oferecer uma maneira de diminuir as mortes em casos graves.

“Com o MBL-YFV-01, finalmente teremos o potencial de atingir diretamente o vírus e dar aos pacientes muito doentes uma chance real de sobrevivência”, completa Cristiano.

Situação da febre amarela no Brasil

A febre amarela é causada por um vírus transmitido por mosquitos e tem dois ciclos de transmissão: urbano e silvestre. De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), há 47 países endêmicos ou com regiões endêmicas de febre amarela, 34 dos quais na África e 13 na América Central e do Sul. Um estudo modelo baseado em fontes de dados do continente africano estima que, em 2013, houve entre 84 mil e 170 mil casos graves e entre 29 mil e 60 mil mortes por febre amarela naquela região.

Em 2025, a OPAS alertou para um aumento de casos humanos de febre amarela em países das Américas, incluindo a identificação de ocorrências fora da região amazônica, em seu Alerta Epidemiológico Febre Amarela na Região das Américas. Dos 235 casos e 96 mortes por febre amarela notificados em cinco países das Américas até maio deste ano, representando uma taxa de letalidade de 41%, 111 casos e 44 mortes ocorreram no Brasil, o maior percentual na região.

“Em 2024, casos humanos de febre amarela foram notificados principalmente na região amazônica da Bolívia, Brasil, Colômbia, Guiana e Peru. Em 2025, no entanto, os casos foram detectados principalmente no estado de São Paulo e no departamento de Tolima, na Colômbia, regiões fora da região amazônica de ambos os países”, destaca o documento da OPAS.

No Brasil, o ciclo da doença é atualmente silvestre, transmitido por mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes. Os últimos casos registrados de febre amarela urbana no Brasil datam de 1942, e todos os casos confirmados desde então se devem ao ciclo de transmissão silvestre, segundo o Ministério da Saúde.

Os sintomas mais comuns da febre amarela são dores no corpo e de cabeça, náuseas, febre, perda de apetite e vômitos, que desaparecem em 3 a 4 dias. Em média, 20% dos casos podem evoluir para uma forma grave, com sintomas como pele e fundo dos olhos amarelados, urina escura, dor abdominal e vômito com sangue, segundo a OPAS.

A vacinação é a principal ferramenta de prevenção da doença e, no Brasil, é oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a toda a população.

A OPAS alerta que viajantes que visitam regiões endêmicas podem, ocasionalmente, trazer febre amarela para outros países livres da doença. Para evitar a importação da doença, muitos países exigem comprovante de vacinação contra a doença antes da emissão de vistos, principalmente para viajantes provenientes ou que visitaram essas áreas.

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Com informações da Agência São Paulo

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