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Início - Mundo - Conselho de Direitos Humanos faz sessão especial após piora da situação no Irã 

Conselho de Direitos Humanos faz sessão especial após piora da situação no Irã 

RedacaoBy Redacaojaneiro 23, 2026Nenhum comentário3 Mins Read
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Nesta sexta-feira, o Conselho de Direitos Humanos abordou a piora da situação no Irã, em sessão especial que enfatizou a intensificação da repressão estatal e da violência contra a população.

Na sessão discursaram o alto comissário dos Direitos Humanos, Volker Turk, a relatora especial sobre o país, Mai Sato, e o chefe da Missão Internacional Independente de Apuração de Fatos para investigar violações graves no Irã.

Apelo pelo diálogo

Turk indicou que as mortes podem ter diminuído, “mas a repressão continua, o que não resolve nenhum problema do país”. Ele fez um apelo à liderança iraniana para que inicie um diálogo e promova reformas, priorizando direitos e necessidades do povo.

Após a repressão que se agravou em 8 de janeiro, o chefe de direitos humanos da ONU indicou haver milhares de pessoas, incluindo crianças, que foram mortas pelas forças de segurança após o uso de munição real contra os manifestantes. 

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Sessão especial do Conselho enfatizou a intensificação da repressão estatal e da violência contra a população iraniana

 

Em contexto difícil para exames mais específicos devido ao bloqueio das comunicações e da falta de acesso ao território iraniano, ele indicou que morreram manifestantes pacíficos em ruas, áreas residenciais, universidades e instalações médicas. 

Turk disse haver provas em vídeo que mostrariam centenas de corpos em necrotérios. As vítimas têm ferimentos fatais na cabeça e no tórax. Centenas de membros das forças de segurança também teriam sido mortos.

Perseguição de feridos em hospitais

Turk citou indicações de que as forças de segurança realizaram prisões em massa em várias cidades, chegando a perseguir feridos em hospitais e deter advogados, defensores dos direitos humanos, ativistas e cidadãos comuns.

Para a relatora Mai Sato, o número de mortos permanece controverso devido ao bloqueio das comunicações. A situação permite às autoridades controlar o fluxo de informações. 

Dados fornecidos pelas autoridades relataram mais de 3 mil mortes, incluindo membros das forças de segurança. Estimativas da sociedade civil chegam a apontar para dezenas de milhares, embora esses números não possam ser confirmados.

Ela condenou o uso de força excessiva e da pena de morte contra manifestantes pacíficos por “demonstrarem um claro desrespeito ao direito à liberdade de reunião e expressão e ao direito à vida”.

Para Soto, mesmo sem execuções, a condenação de manifestantes à morte é ilegal e visa silenciar a dissidência. 

Morte de 300 membros das forças de segurança

Já a Missão Internacional Independente de Apuração de Fatos sobre o Irã destacou informações dando conta da morte de pelo menos 300 membros das forças de segurança.

Entre as vítimas dos confrontos contam-se trabalhadores humanitários e pessoal médico, além de propriedades públicas, privadas e instalações de saúde danificadas.

Pelas estimativas, cerca de 24 mil manifestantes teriam sido detidos, incluindo crianças, jornalistas e ativistas. Quase 100 “confissões” foram transmitidas pela televisão estatal, a maioria delas aparentemente obtidas sob coação.

O grupo de especialistas pretende coletar provas e determinar se ocorreram violações dos direitos humanos e crimes sob o direito internacional, incluindo crimes contra a humanidade.

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Com informações da ONU

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