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Início - Mundo - Relatório revela que calor extremo no Brasil abalou produção de soja e pecuária

Relatório revela que calor extremo no Brasil abalou produção de soja e pecuária

RedacaoBy Redacaoabril 23, 2026Nenhum comentário4 Mins Read
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Eventos de calor extremo estão ameaçando os meios de subsistência e a saúde de mais de 1 bilhão de pessoas.  

O alerta vem do relatório Calor extremo e agricultura, divulgado nesta quarta-feira pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura, FAO, e pela Organização Meteorológica Mundial, OMM.

Temperaturas 5 °C acima da média no Brasil

O estudo analisou os impactos de um evento de calor extremo longo e severo que atingiu grande parte do Brasil entre 2023 e 2024. 

Em alguns lugares, ao longo de vários meses, as temperaturas máximas diurnas ultrapassaram em 5 °C o valor médio climatológico, com múltiplos episódios de ondas de calor registrados.

Os impactos sobre as principais culturas do Brasil, que são soja e milho, foram significativos, pois as ondas de calor coincidiram com os ciclos de desenvolvimento nas principais áreas produtoras do Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste. 

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Termômetro marcando 39 graus na região da Praça da Sé, em São Paulo

Queda de 10% na produção de soja

Análises indicam que as temperaturas máximas diurnas ultrapassaram o limiar crítico para a soja, de 30 °C, em mais de 60% dos dias, entre outubro de 2023 e maio de 2024.

Devido ao estresse térmico, a safra final foi de 147,7 milhões de toneladas, uma redução de quase 10% em relação às expectativas iniciais, conforme dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

A soja é sensível a altas temperaturas durante os estágios reprodutivo e de enchimento de grãos, quando o calor excessivo pode causar abortamento floral, queda de vagens e má formação dos grãos, o que reduz a produtividade geral.

Outras safras como amendoim, milho, batata, cana-de-açúcar e feijão enfrentaram um aumento de pragas e doenças. 

Porcos e vacas sob estresse térmico

O setor pecuário também ficou sob pressão severa. Na região Centro-Oeste, os suínos, um dos animais mais sensíveis ao calor, estiveram sob intenso estresse térmico por 20 ou mais dias a cada mês, ao longo da maior parte do período de 2023–2024.

O estresse térmico em suínos provoca uma desaceleração na ingestão de ração e no ganho de peso. Esses efeitos podem ser compensados pelo prolongamento do ciclo de crescimento, mas isso aumenta o custo. No caso do gado, o estresse térmico resulta em queda da produção de leite, e essas perdas não podem ser recuperadas.

Períodos prolongados de exposição ao calor extremo, em ambas as espécies, podem causar danos fisiológicos de longo prazo e prejudicar a reprodução, o que representa uma perda econômica adicional e irreversível para os produtores.

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A agropecuaria e o agronegocio respondem por 8,4% do PIB brasileiro

Água mais quente limita oxigênio dos peixes

A criação de truta-arco-íris e salmão-do-atlântico também foi impactada. À medida que as temperaturas da água sobem, essas espécies sofrem um estresse duplo, pois a água mais quente contém menos oxigênio, ao mesmo tempo em que acelera o metabolismo dos peixes, elevando, assim, sua demanda por oxigênio. 

Sob maior estresse fisiológico, os peixes se alimentam menos e tornam-se mais suscetíveis a doenças causadas por microrganismos oportunistas. Durante os anos de 2023 e 2024, a temperatura da água atingiu o nível mais alto em dez anos na estação experimental de criação de salmão em Campos do Jordão. 

As temperaturas elevadas provocaram altas taxas de mortalidade nos peixes, desde os embriões até os adultos.

Incêndios florestais e chuvas catastróficas

O calor também causou incêndios florestais catastróficos, que devastaram uma área equivalente ao tamanho da Itália e resultaram em grave poluição do ar por micropartículas.

O evento climático que causou o calor também resultou em chuvas e inundações catastróficas no Rio Grande do Sul, entre abril e maio de 2024. O estado é responsável por mais de 70% da produção brasileira de arroz e as inundações causaram uma queda de produtividade de 3,6%.

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Incêncio na floresta Amazônia no Brasil (2019)

O relatório da FAO e da OMM afirma que a frequência, intensidade e duração dos eventos de calor extremo aumentaram muito no último meio século, com impactos preocupantes nos sistemas e paisagens agroalimentares.

Calor extremo refere-se a situações em que as temperaturas diurnas e noturnas sobem acima dos intervalos habituais por um período prolongado. Isso causa estresse fisiológico e danos físicos diretos em culturas alimentares, no gado, nos peixes, nas árvores e nos seres humanos.

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Com informações da ONU

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