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Início - Mundo - OMS elogia ação que transforma surfistas em salva-vidas contra afogamentos no Brasil

OMS elogia ação que transforma surfistas em salva-vidas contra afogamentos no Brasil

RedacaoBy Redacaojunho 25, 2026Nenhum comentário3 Mins Read
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A cada 90 minutos, uma vida é perdida por afogamento no Brasil. Diante dessa realidade, a Organização Mundial da Saúde, OMS, alerta para a urgência de ações coordenadas de prevenção em nível global. 

É nesse cenário que o programa Surf-Salva, idealizado pela Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático, Sobrasa, atua há 26 anos. 

Parceria local com impacto global

A iniciativa transformou a relação dos entusiastas do mar com as praias do país ao capacitar mais de 40 mil surfistas como socorristas qualificados, habilitando os amantes do esporte a intervirem em situações de extremo risco.

A agência da ONU defende a urgência de decisões que integrem diferentes setores e parcerias comunitárias para conter a ameaça do afogamento pelo mundo. 

JZ
Programa instrui os participantes com técnicas avançadas de resgate aplicadas a surfistas e nadadores

O Surf-Salva responde a esse chamado por meio da descentralização do conhecimento técnico, levando a educação sobre segurança aquática e o treinamento prático de salvamento para quem vive o dia a dia do oceano.

Como o surfe no Brasil ocorre majoritariamente em águas abertas e imprevisíveis, o ambiente impõe altos riscos tanto para banhistas quanto para os próprios atletas.

Desafio crítico de saúde pública 

Para mitigar esses perigos, o programa instrui os participantes com técnicas avançadas de resgate aplicadas a surfistas e nadadores, protocolos essenciais de primeiros socorros e manobras de ressuscitação cardiopulmonar para vítimas de afogamento.

Além disso, o projeto promove a conscientização sobre os perigos locais voltada para a comunidade e os turistas, garantindo a presença constante de pessoas preparadas para agir rapidamente em cenários de desespero.

A mobilização local ganha ainda mais relevância quando analisada sob a ótica dos dados globais monitorados pela OMS. 

O afogamento é uma das principais causas de mortes acidentais no planeta, somando mais de 236 mil vítimas anuais, das quais 90% se concentram em nações de rendimentos baixo e médio.

Poder da prevenção comunitária

No cenário brasileiro, as crianças menores de cinco anos figuram entre os grupos mais vulneráveis, dividindo o foco de atenção com a população jovem que frequenta o litoral em massa.

Unsplash/Joana Santinhos
Afogamento é uma das principais causas de mortes acidentais no planeta

Ao aliar a cultura de proteção a uma prática esportiva de imenso apelo popular e acessibilidade, o Surf-Salva revela o poder da prevenção por meio da participação comunitária ativa. 

Como o esporte está enraizado na identidade costeira do Brasil, treinar os surfistas como resgatistas amplia significativamente a cobertura de vigilância nas praias.

Esses atletas passam a atuar também como embaixadores da segurança aquática, estimulando a intervenção consciente e segura de testemunhas. 

O conceito dessa iniciativa ganha destaque com a proximidade do Dia Mundial da Prevenção do Afogamento, em 25 de julho, reforçando a premissa de que, em comunidades costeiras, cada nova sessão de surfe pode ser a chance de salvar uma vida.

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Com informações da ONU

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