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Início - Mundo - OMS afirma que até 45% do risco de demência pode ser prevenido ou adiado

OMS afirma que até 45% do risco de demência pode ser prevenido ou adiado

RedacaoBy Redacaojulho 17, 2026Nenhum comentário4 Mins Read
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Mais de 57 milhões de pessoas vivem com demência em todo o mundo, mais de 60% delas em países de baixa e média renda, e quase 10 milhões recebem um novo diagnóstico da doença a cada ano. 

Embora ainda não exista cura, a Organização Mundial da Saúde, OMS, diz que até 45% dos riscos podem ser atribuídos a fatores modificáveis. Entre eles, a OMS destaca o tabagismo, consumo de álcool, isolamento social, falta de atividade física, poluição do ar e doenças não transmissíveis, como hipertensão e diabetes. 

Países podem proteger a saúde cognitiva da população

A demência é uma condição causada por doenças que afetam o cérebro e compromete a memória, o pensamento e a capacidade de realizar atividades do dia a dia. Além da saúde, a demência afeta a independência, a dignidade e a segurança da pessoa.

A OMS divulgou novas diretrizes sobre a redução do risco de declínio cognitivo, com recomendações para ajudar a prevenir ou retardar o surgimento da demência ao longo da vida. A doença de Alzheimer é a forma mais comum e representa, segundo estimativas, entre 60% e 70% dos casos.

Segundo o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, hoje sabemos muito mais do que nunca sobre os fatores que aumentam o risco de demência. E estas diretrizes transformam esse conhecimento em ações concretas. 

Agora, de acordo com ele, os países dispõem de recomendações claras e baseadas em evidências que podem ser implementadas imediatamente para proteger a saúde cognitiva da população.

Unsplash/Steven HWG
Embora a demência seja a sétima principal causa de morte no mundo, a pesquisa sobre o tema representa menos de 1,5% do total da produção científica na área da saúde

O que pode ser feito para prevenir a demência?

O documento da OMS reúne orientações para enfrentar comportamentos prejudiciais à saúde, controlar condições médicas e reduzir a exposição a fatores ambientais que podem contribuir para o declínio cognitivo e a demência.

As diretrizes recomendam, por exemplo, treinamento e estimulação cognitivos e participação em atividades sociais para adultos com cognição preservada ou com comprometimento leve.

Dentre as recomendações também estão intervenções que reduzam o risco de doenças não transmissíveis, como aumentar a prática de atividade física, parar de fumar, reduzir o consumo de álcool, ter uma alimentação saudável e reduzir a exposição à poluição do ar.

Controlar condições cardiometabólicas, como hipertensão, diabetes e colesterol elevado também pode contribuir para diminuir o risco. Além disso, aparelhos auditivos podem ser oferecidos como parte das estratégias de redução desse risco.

O que não é recomendado

As diretrizes da OMS não recomendam a suplementação com vitaminas B e E, ácidos graxos poli-insaturados, ômega-3 nem multivitamínicos e suplementos minerais na ausência de deficiência diagnosticada. Isso se dá devido à falta de evidências de benefícios que superem possíveis efeitos adversos inesperados.

Compreender os fatores de risco e adotar medidas para prevenir a demência pode melhorar a saúde e a qualidade de vida, ajudando as pessoas a viver por mais tempo, com mais saúde e maior independência.

Foto: OMS/P. Virot
Doença de Alzheimer e outras formas de demência passaram a fazer parte da lista das principais causas de morte

Custo humano e econômico

A demência compromete a capacidade das pessoas de viver de forma independente, trabalhar e desempenhar suas atividades cotidianas, além de impor uma carga significativa às famílias e aos cuidadores. 

A doença também gera um enorme impacto econômico, estimado em US$ 1,3 trilhão por ano para a economia global. Cerca de metade desse valor decorre dos cuidados não remunerados prestados por familiares e amigos.

As novas diretrizes da OMS refletem as evidências científicas mais recentes e os avanços na redução do risco de demência, apresentando intervenções comprovadas.

Elas representam uma importante oportunidade para reduzir a carga da doença nas próximas décadas, por meio de uma integração mais sólida entre os serviços voltados às condições crônicas e à saúde mental.

*Valéria Maniero é correspondente da ONU News em Genebra.

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Com informações da ONU

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