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Início - Mundo - “A Colômbia não está só”, diz funcionária da ONU sobre resposta a terremoto

“A Colômbia não está só”, diz funcionária da ONU sobre resposta a terremoto

RedacaoBy Redacaoagosto 12, 2026Nenhum comentário4 Mins Read
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O terremoto que atingiu a Colômbia na segunda-feira afetou 13 departamentos e deixou pelo menos 224 mortos, mais de 2,5 mil feridos e 195 desaparecidos, segundo os dados mais recentes. 

O governo lidera a resposta ao desastre, com apoio das Nações Unidas. 

Avaliações em 357 municípios

Para abordar as necessidades do país neste momento crítico, a ONU News conversou com a gerente do Fundo Regional Humanitário para América Latina e Caribe do Escritório da ONU para Coordenação de Assuntos Humanitários, Ocha.

Falando do Panamá, Vera Goldschmidt explicou as prioridades para esta fase inicial da emergência. 

“Neste momento, as grandes necessidades identificadas são a nível de abrigo, obviamente de água, de saúde, de educação e estão ainda a decorrer avaliações de situação. A Colômbia é um país que tem uma geografia por vezes complicada e que não é fácil chegar a determinadas zonas. Requer realmente uma logística muito pesada. As avaliações ainda estão a decorrer em cerca de 357 municípios afetados e por isso os números ainda vão aumentar e mudar ao longo dos próximos dias”. 

Ela ressaltou que o sismo de magnitude 7.4 na escala Richter causou um grande impacto, afetando 19 mil casas,796 escolas e 84 unidades de saúde. 

Vera Goldschmidt ressaltou que o tremor foi forte e longo. Na sequência, ocorreram 29 réplicas de mais de 2,0 na escala Richter, com algumas chegando a 4,5. Isso deixou a população assustada e com medo de voltar para casa. 

Solidariedade internacional

Em muitos locais afetados, já existem equipes da ONU de prontidão e projetos apoiados pela organização que podem ser redirecionados para atender as necessidades da população. 

Nesta terça-feira, houve uma reunião de coordenação dos esforços humanitários, que contou com a presença do ministro dos Negócios Estrangeiros da Colômbia, Omar Bula Escobar, e do subsecretário-geral de Assuntos Humanitários da ONU, Tom Fletcher, além de diversas organizações nacionais e internacionais. 

Para a representante do Ocha, o clima de solidariedade internacional é evidente. 

“Uma coisa é certa: a Colômbia não está só. E não só através do apoio que as Nações Unidas podem proporcionar, mas também através da ajuda internacional que já foi também oferecida e que, se for o caso, também as Nações Unidas estão prontas para ajudar a Colômbia a canalizar essa ajuda, em caso de ser necessária”. 

Em Choco, um dos municípios mais afetados, os parceiros humanitários da ONU já identificaram a capacidade para apoiar cerca de 200 famílias nesta fase inicial, com kits de higiene, artigos de cozinha, abrigo e alimentos. 

Além das necessidades básicas, Vera Goldschmidt destacou a importância de intervenções que ofereçam saúde mental para as pessoas que ficaram traumatizadas, proteção para mulheres contra a violência e continuidade da educação para crianças que não podem mais ir para a escola. 

© Jeimmy Celemin
A entrada de um complexo em Cali, na Colômbia, revela danos causados ​​pelo terremoto.

Paralelo com a situação na Venezuela

Relembrando o terremoto ocorrido no final de junho na Venezuela, ela comentou que embora a magnitude tenha sido a mesma, o sismo da Colômbia foi a uma profundidade muito maior. Isso significa menos danos em comparação aos sofridos pelo país vizinho, onde o tremor foi mais perto da superfície. 

Por outro lado, ela mencionou os desafios de acesso que podem dificultar a resposta humanitária em território colombiano.

“E agora importa fazer esta avaliação de situação. E importa, no caso da Colômbia, que é um país com algumas dificuldades em termos de acesso e, portanto, não só dificuldades por uma questão geográfica, mas por uma questão dos conflitos latentes que existem no país. Portanto, é preciso garantir o acesso humanitário, para que as equipas possam chegar a quem necessita de apoio. E isso também é uma diferença em relação à Venezuela, era muito fácil chegar às pessoas na Venezuela, não havia esse tipo de situação que na Colômbia ainda existe”. 

A representante do Ocha explicou que neste momento as instituições nacionais estão bastante focadas em resgatar as pessoas dos escombros, com equipes de busca e salvamento enviadas de grandes cidades colombianas onde o impacto não foi tão significativo, incluindo a capital, Bogotá. 

Tendo em vista as próximas etapas desta resposta, ela disse que é “absolutamente essencial” garantir que o apoio seja coordenado e que respeite aquilo que as pessoas querem, dando voz à população no processo de definição de prioridades. 

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Com informações da ONU

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