Para auxiliar os países a desenvolver soluções de IA que sejam éticas e eficientes em recursos o Brasil, em parceria com a ONU, está criando o Instituto de Inteligência Artificial para o Clima, Aici.
Atenção ao consumo de água e energia
A iniciativa conta com apoio da Organização das Nações Unidas para Educação Ciência e Cultura, Unesco, e da União Internacional de Telecomunicações, UIT, e será lançada na 31ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, COP31, em Antália, na Turquia.
Hospedado pela Agência Nacional de Telecomunicações, em Brasília, o Aici tem como objetivo fornecer aos países em desenvolvimento a capacidade institucional e técnica para projetar, implantar e governar suas próprias soluções.
A decisão de criar o Instituto surgiu na COP30, em Belém, e leva em consideração o fato de que os países mais vulneráveis à perturbação climática enfrentam barreiras estruturais graves.
Dentre elas, capacidade computacional restrita, governança fragmentada de dados e graves lacunas de habilidades técnicas. Para agravar esse desafio, a rápida expansão da infraestrutura de IA traz um impacto significativo na emissão de carbono, e no consumo de energia e água.
A iniciativa combina liderança regulatória, padrões técnicos globais e governança ética baseada em direitos humanos.
Aplicações piloto escaláveis
O diretor da Divisão de Inclusão e Políticas Digitais e Transformação Digital da Unesco afirmou que o Instituto de Clima de IA é particularmente relevante porque conecta o rápido avanço da inteligência artificial e a urgência de enfrentar as mudanças climáticas.
Guilherme Canela ressaltou que “uma IA verdadeiramente sustentável também deve ser inclusiva, e seus benefícios devem alcançar países e comunidades com diferentes níveis de capacidade tecnológica e institucional”.
O lançamento oficial será em 16 de novembro de 2026, em Antália na Turquia. Na ocasião, as partes envolvidas vão apresentar o plano de trabalho aprovado para 2026-2027 e aplicações piloto escaláveis, incluindo prevenção do desmatamento impulsionada por IA na Bacia Amazônica.
A partir desta data, o Instituto está formalmente aberto à filiação por governos, instituições de pesquisa e parceiros financeiros internacionais comprometidos com a transformação digital sustentável.
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Com informações da ONU


