Ação preventiva contra o El Niño: campanha internacional inclui lusófonos

As Nações Unidas afirmam que há quase 100% de probabilidade de o fenômeno climático El Niño se estender até fevereiro de 2027, ameaçando a segurança alimentar, safras e migrações. 

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Para combater os possíveis impactos socioeconômicos e climáticos, a Agência Internacional para Migrações, OIM, lançou uma campanha de arrecadação de US$ 110 milhões. O plano busca proteger cerca de 5 milhões de pessoas e apoiar 712 parceiros em regiões vulneráveis.

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Países lusófonos monitorados

Moçambique e Guiné-Bissau integram a rede de monitoramento da OIM na África, porém, enquanto um é historicamente afetado por seca e ciclones, o outro é devido a variações pluviométricas que possam afetar a produção agrícola e provocar deslocamentos populacionais. 

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O Timor-Leste também é supervisionado pela agência na região da Ásia e Pacífico, por conta da vulnerabilidade a secas agrícolas e impactos às comunidades costeiras e urbanas. 

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Já a Angola faz parte da área de acompanhamento do comitê de emergência, pois enfrenta riscos crescentes de secas prolongadas no sul do país e pressões sobre populações pastoris. 

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Em 2025, ações antecipadas da OIM alcançaram milhares de pessoas antes dos choques climáticos, modelo que a agência pretende usar no novo ciclo.

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Experiências anteriores

Segundo o Programa Mundial de Alimentos, WFP, o impacto do El Niño entre 2015 e 2016 foi um dos mais intensos já registrados e afetou mais de 60 milhões de pessoas no mundo com secas, inundações e outros desastres relacionados ao clima. 

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No período de 2023 e 2024, o fenômeno climático causou seca na África Austral, atingindo 68 milhões de pessoas.

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A partir dessas experiências, a OIM começou a agir em medidas preventivas. Em 2025, a agência atuou em missões humanitárias no Haiti, Moçambique, Níger, Nigéria e Filipinas antes de catástrofes previstas, protegendo cerca de 313 mil pessoas.

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Frentes operacionais

A estratégia foca na ação antecipada, combinando análises de deslocamento com previsões meteorológicas e climáticas para identificar onde há mais riscos de calamidades. 

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O orçamento está dividido em três frentes operacionais: análise de dados e mobilidade para mapear rotas e projeções de deslocamento e preparação e ação antecipada com alertas comunitários, infraestrutura de proteção e planos de contingência. Por último prevê dar resposta rápida na distribuição de abrigo, água, saúde e proteção. 

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Ação antecipada

A diretora-geral adjunta da OIM, Ugochi Daniels, afirma que as previsões não eliminam todas as incertezas, mas dão tempo para preparar e reduzir riscos.

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A agência trabalhará com autoridades nacionais e locais, entidades das Nações Unidas, organizações não-governamentais e comunitárias na África, Ásia-Pacífico, Oriente Médio e América Latina e no Caribe.

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A flexibilidade do financiamento é considerada importante para redirecionar recursos rapidamente para os países onde as previsões e as avaliações operacionais indiquem que a ação é mais urgente.

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sourceCom informações da ONU

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FZL