Agência de energia atômica diz que usina de Zaphorizhzhya permanece vulnerável

A Agência Internacional de Energia Atômica, Aiea, alerta para o estado da maior usina nuclear da Europa: a Central Nuclear de Zaporizhzhya, na Ucrânia.

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Na abertura de seu encontro anual, em Viena, a Aiea afirmou que mesmo com o restabelecimento da eletricidade externa, a usina permanece vulnerável e que são necessárias medidas adicionais para reforçar a segurança nuclear e a proteção da instalação, incluindo o transporte de mais combustível diesel para o local.

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Risco de apagão

A usina está no meio de um fogo cruzado entre Ucrânia e Rússia desde o início do conflito em 2022, quando a Rússia invadiu a Ucrânia.

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A Aiea lembra que a disponibilidade de combustível diesel suficiente continua sendo vital, especialmente porque a Central Nuclear sofreu 10 interrupções no fornecimento de energia externa desde junho. E o risco de apagão permanece caso os estoques não sejam repostos antes de uma nova falha no fornecimento externo de eletricidade.

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A instalação havia perdido a conexão com sua única linha de energia externa restante — a Ferosplavna-1, de 330 quilovolts (kV) — em 20 de agosto, em decorrência de atividades militares na margem norte do rio Dnipro. 

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Por quase três semanas, a usina viu-se obrigada a depender de geradores a diesel de emergência para manter suas funções essenciais de segurança e proteção, principalmente o funcionamento das bombas que resfriam os seis reatores e o combustível nuclear irradiado.

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Cessar-fogo temporário

Para enfrentar essa grave preocupação de segurança nuclear, a Aiea negociou um cessar-fogo local temporário — o sétimo acordo desse tipo para a realização de trabalhos urgentes de segurança nuclear —, permitindo a execução de atividades de desminagem e reparo entre os dias 5 e 7 de setembro. Uma equipe de campo da agência atômica acompanhou os trabalhos, e a linha foi reconectada na madrugada de 7 de setembro, encerrando a 26ª ocorrência de perda de energia externa na Central durante o conflito.

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O diretor-geral da Aiea, Rafael Mariano Grossi, disse que “ambos os lados colaboraram de forma construtiva com a agência para viabilizar esse cessar-fogo localizado, demonstrando que é possível adotar medidas práticas — mesmo em circunstâncias extremamente difíceis — para melhorar a segurança nuclear”.

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Chegada do inverno e preocupação

A chegada do inverno na região pode agravar essas pressões, uma vez que o diesel também poderá ser necessário para caldeiras móveis de aquecimento urbano e para os geradores a vapor a diesel da própria usina, que dão suporte ao tratamento de águas residuais.

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A situação de segurança nos arredores da usina também continua sendo uma grande preocupação, para a Aiea, que recebeu relatos de atividade militar frequente nas proximidades do local e da cidade vizinha de Enerhodar, onde residem os funcionários da usina.

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sourceCom informações da ONU

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FZL