Agentes de IA fora de controle são risco existencial para humanidade, afirma Turk

O alto comissário de Direitos Humanos da ONU, Volker Turk, fez um apelo nesta segunda-feira por maior regulação da Inteligência Artificial, IA, alertando que a tecnologia pode se tornar um "risco existencial para a humanidade" se não for controlada.

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Em discurso no Conselho de Direitos Humanos, em Genebra, Turk destacou a possibilidade de os sistemas de Inteligência Artificial se tornarem tão poderosos que seus desenvolvedores não consigam mais controlá-los.

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Agentes que escapam de ambientes de teste

Segundo agências de notícias, nos últimos meses modelos experimentais de IA da empresa OpenAI saíram de ambientes de teste e invadiram sistemas de outras empresas tentando "trapacear" em avaliações de segurança. A ação autônoma e maliciosa desses agentes ainda está sendo investigada.

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Turk afirmou que “a IA que escapa do seu ambiente de testes, ou que chantageia desenvolvedores para impedir que seja desativada, é uma IA poderosa demais”. 

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O chefe de direitos humanos defendeu a criação de regras vinculantes e supervisão independente, “antes que seja tarde demais.”   

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Turk se dirigiu especialmente aos países que acolhem tecnologias de IA e a todos os envolvidos nas suas cadeias de abastecimento para que trabalhem em conjunto para estabelecer limites claros.

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'Um punhado de homens' no controle

Para o alto comissário, é preciso alcançar uma cooperação “muito mais estreita em matéria de segurança dentro do setor”.

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Além disso, ele ressaltou preocupação com o fato de que “um punhado de homens detém poder quase ilimitado sobre a IA”, citando a crescente concentração de domínio tecnológico e para a vasta quantidade de dados que estão sendo coletados e processados.

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Turk também destacou a necessidade desta tecnologia ser desenvolvida para servir à humanidade em áreas como empregos, democracia e meio ambiente.

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O terror das armas autônomas

O alto comissário também expressou preocupação com o uso da IA ​​em guerras, particularmente no desenvolvimento de armas capazes de tomar decisões letais sem intervenção humana.

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Turk disse estar "horrorizado" com notícias de drones totalmente autônomos supostamente utilizados pela Rússia, que teriam matado três ucranianos no mês passado. Segundo relatos, a Ucrânia também está testando armas desse tipo.

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Ele disse aos membros do Conselho que defende uma proibição urgente de armas autônomas, que podem tirar vidas sem intervenção humana.

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Mais de 60 guerras

O alto comissário ampliou seu alerta para o cenário de segurança global em geral, expressando profunda preocupação com a proliferação de conflitos armados e a erosão do direito internacional.

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Atualmente, ocorrem mais de 60 conflitos envolvendo pelo menos um país em todo o mundo, um nível não visto desde o fim da Segunda Guerra Mundial.

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Turk também expressou alarme com a retomada dos confrontos entre Estados Unidos e o Irã e suas amplas repercussões geopolíticas e econômicas.

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Gaza e Cisjordânia ocupada

Em relação ao Oriente Médio, Turk condenou os contínuos ataques israelenses em Gaza e as restrições à ajuda humanitária, bem como os planos de deslocamento forçado de palestinos e a “retórica desumanizadora” de alguns altos funcionários israelenses.

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O alto comissário também condenou as execuções e torturas supostamente realizadas por grupos armados afiliados ao Hamas.

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Na Cisjordânia, Turk pediu medidas contra a anexação de territórios e a expansão dos assentamentos por Israel e o fim das transferências de armas que possam facilitar violações do direito internacional.

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sourceCom informações da ONU

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FZL