Câmara de SP aprova em 1º turno proposta que prevê bonificação a GCMs por recuperação de motos roubadas, furtadas e irregulares

Com 37 votos favoráveis, nenhum contrário e 10 abstenções, a Câmara Municipal de São Paulo aprovou em 1º turno de votação na Sessão Plenária desta quarta-feira (13/8) o PL (Projeto de Lei) 757/2025. A proposta do Executivo propõe o pagamento  de uma bonificação por desempenho aos integrantes da GCM (Guarda Civil Metropolitana) pela recuperação de motocicletas furtadas, roubadas ou com sinal de identificador adulterado – como placas ou chassis. De acordo com a regulamentação, o bônus será de até R$ 1 mil por veículo apreendido.

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Segundo a justificativa do projeto, esse tipo de apreensão “representa um importante instrumento para a redução de índices de roubos, furtos e outros delitos que afligem a população paulistana”. O texto destaca que a bonificação, “além de valorizar o trabalho dos guardas civis metropolitanos, representa um investimento na segurança da cidade de São Paulo, com reflexos positivos diretos na redução da criminalidade e na sensação de segurança da população”.

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Debate

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O líder do governo na Câmara Municipal, vereador Fabio Riva (MDB), elogiou a iniciativa do Executivo. “É um gesto que o prefeito Ricardo Nunes, mais uma vez, mostra a importância de uma gestão que pensa na segurança do cidadão de bem”. Riva disse ainda que a matéria trata de “uma política pública de segurança urbana tão importante para garantir ao cidadão paulistano o direito de ir e vir”. 

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Da tribuna do Plenário, o vereador Sargento Nantes (PP) discursou e votou a favor do projeto. Para o parlamentar a bonificação pelas apreensões vai incentivar o combate aos furtos e roubos de motos na capital paulista. “É uma ideia brilhante do governo que vai surtir efeito. E, com certeza, em breve, nós veremos o resultado na prática no cidadão de bem que vai parar de ser roubado”.

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“Quando se fala da apreensão de motocicletas e você bonificar o servidor, você não está falando somente do roubo e furto de motocicleta nesta cidade. A grande maioria dos roubos que são cometidos, roubo de celular, roubo a transeunte, roubo do trabalhador no ponto de ônibus, é cometido em cima de uma motocicleta”, acrescentou Nantes.

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Também favorável, o vereador Kenji Ito (PODE) citou o crescente investimento em segurança pública na cidade. Ele destacou a compra de equipamentos e o avanço em tecnologia, como a ampliação do Programa Smart Sampa. Kenji defendeu a bonificação como um investimento na valorização da GCM. “Tem que ter o investimento no material humano, que é valorizar o trabalho da nossa polícia municipal, que já vem atuando há anos no combate à criminalidade aqui na cidade de São Paulo e não deixa a desejar para ninguém”. 

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Na mesma linha de raciocínio, o líder do Republicanos na Câmara, vereador Sansão Pereira (REPUBLICANOS), apoiou a matéria. “Essa é uma medida simples, mas também é poderosa. Por que é poderosa? Porque ela valoriza a nossa GCM, aumenta a motivação para combater o crime, protege o patrimônio e também a segurança dos cidadãos”. 

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“Estamos falando de uma ferramenta para reduzir índices de criminalidade, para aumentar a sensação de segurança e para mostrar que o poder público reconhece o esforço dos seus agentes”, completou Sansão. . 

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Durante a discussão do PL, a vereadora Marina Bragante (REDE), apesar de favorável, lembrou de iniciativas semelhantes implementadas na capital paulista e em outras cidades e Estados. Ela pontuou que as ações não tiveram o sucesso esperado. Por concordar com a bonificação e considerar as experiências anteriores, a parlamentar sugeriu aprimoramentos à proposta. “Proponho que a bonificação exista inserida em um modelo de gestão para resultados sólidos, que vai muito além de um único indicador criminal”. 

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Marina citou como possíveis indicadores a quantidade de atendimentos à população, ações da Patrulha Maria da Penha, rondas escolares, encaminhamento de mulheres vítimas de violência, mediação de conflitos, apoio a eventos e serviços urbanos. “E não apenas números de apreensão, para evitar distorções de controles e manipulação de dados, o famoso gaming. A bonificação só funciona se houver auditoria externa e mecanismos de controles independentes para que metas não sejam cumpridas artificialmente e nem que, de alguma forma, a gente amplie a violência policial”.

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Líder da bancada do Partido dos Trabalhadores na Câmara, que em sua maioria se absteve na votação, a vereadora Luna Zarattini (PT) destacou que o projeto apresentado não atende às demandas da segurança pública na cidade de São Paulo. Por isso, a parlamentar afirmou que o partido protocolou emendas para serem analisadas na segunda e definitiva rodada de votação.

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As propostas do partido incluem bonificação de R$ 5 mil aos GCMs por metas e critérios existentes e estabelecidos via decreto municipal, além de pagamento de bônus por roubos e furtos de celulares e carros. Os dispositivos apresentados pelo PT preveem ainda um programa municipal de recuperação de celulares roubados com uso de inteligência e tecnologia. Outra sugestão é criar  mecanismos para que o agente seja noticiado e não vá em busca da moto roubada apenas para receber a gratificação. 

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“Estamos apresentando essas emendas na tentativa de melhorar esse projeto, para que possamos realmente ter uma lei que debata a segurança pública, e não que façamos aqui qualquer tipo de marketing político em relação a um problema na nossa cidade”, frisou Luna. 

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A bancada do PSOL, que se absteve na votação, também comentou o PL. O vereador Celso Giannazi (PSOL) apontou, entre outras coisas, a falta da previsão de concursos públicos no projeto para reforçar o quadro funcional da GCM. “Ficou-se muito tempo sem ter concurso público e não há o número de servidores da segurança pública urbana aqui na cidade de São Paulo suficiente”.

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Já o líder do partido na Câmara, vereador Professor Toninho Vespoli (PSOL), questionou como será feito o pagamento da bonificação. “Por exemplo, têm três GCMs na viatura que apreendeu uma moto. Vai dividir os R$ 1 mil pelos três GCMs? Tem o agente que acionou a viatura e o agente que viu a ocorrência na tela. Você vai ter que dividir por cinco?”.

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Procon Municipal

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Em votação simbólica, os vereadores também aprovaram em 1ª votação o PL 817/2025, do Executivo. A proposta cria a Coordenadoria de Defesa do Consumidor, batizada de Procon Paulistano. O equipamento atuará como o órgão executor responsável por promover e implementar ações voltadas à educação, proteção e defesa do consumidor. O objetivo é orientar e harmonizar os interesses dos participantes com as relações de consumo.

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O projeto regulamenta a organização e o funcionamento do SMDC (Sistema Municipal de Defesa do Consumidor), integrante do SNDC (Sistema Nacional de Defesa do Consumidor), conforme prevê o Código de Defesa do Consumidor. A proposta também contempla a composição do Sistema Municipal de Defesa do Consumidor, as questões relativas à multas aplicadas e o detalhamento dos recursos a serem vertidos ao FMDC (Fundo Municipal de Defesa do Consumidor).

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A justificativa do texto cita que “a iniciativa visa consolidar, em Lei, importantes disposições sobre o SMDC, revestindo-o da segurança jurídica necessária ao seu pleno funcionamento”. O Projeto de Lei permite ainda que o Executivo fiscalize as obrigações de fornecedores constantes da legislação federal, “reforçando, de forma ativa e em nível municipal, o zelo em relação à correta observância dos direitos consumeristas, sem embargo de outras iniciativas estratégicas e diretivas associadas à proteção do consumidor”.

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Embora favorável ao projeto, o PSOL entende que precisam ser feitas melhorias para a segunda votação. Já a bancada do PT apresentou uma emenda para haver maior representatividade e paridade em relação às associações da sociedade civil no Conselho Municipal de Defesa do Consumidor.

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Aleitamento

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Antes das votações, as vereadoras Amanda Paschoal (PSOL), Keit Lima (PSOL), Luana Alves (PSOL), Luna Zarattini (PT), Marina Bragante (REDE), Renata Falzoni (PSB) e Silvia da Bancada Feminista (PSOL) informaram que protocolaram na Câmara Municipal de São Paulo cinco projetos de lei sobre aleitamento materno. As propostas integram uma iniciativa do Enxame e do coletivo MEL (Mulheres em Luta), que articulou um movimento nacional nesta quarta-feira de protocolização de ações sobre aleitamento em todo o país.

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A apresentação dos PLs também está no escopo do Agosto Dourado – mês dedicado à conscientização e incentivo ao aleitamento materno no Brasil. “Nós precisamos de políticas públicas e legislação para garantir que o aleitamento seja uma prática. E que também não seja só responsabilidade da pessoa que faz o aleitamento, mas uma prática pública, uma política pública que favoreça, que fortaleça essa questão do aleitamento”, disse Silvia da Bancada Feminista. 

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Próxima sessão

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A próxima Sessão Plenária está convocada para terça-feira (19/8) da semana que vem, às 15h. A Câmara Municipal de São Paulo transmite a sessão, ao vivo, por meio do Portal da Câmara no link Plenário 1º de Maio, do canal Câmara São Paulo no YouTube e do canal 8.3 da TV aberta digital (TV Câmara São Paulo).

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A íntegra da Sessão Plenária desta quarta pode ser conferida no vídeo abaixo:

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sourceCom informações da Câmara Municipal de São Paulo

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