Com aprovação de relatório final, CPI da Íris conclui os trabalhos no 1° semestre de 2026

A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Íris, instalada em maio de 2025, encerrou os trabalhos no primeiro semestre deste ano. O colegiado foi criado para apurar a atuação da empresa THF (Tools for Humanity) na capital paulista. Por meio do projeto World ID, a instituição oferecia recompensas financeiras para realizar o escaneamento da íris da população paulistana.

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Somente no primeiro semestre deste ano, a Comissão Parlamentar de Inquérito realizou seis reuniões: cinco ordinárias e uma extraordinária. Neste período, foram expedidos 22 ofícios.(*)

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Proposta pela vereadora Janaina Paschoal (PP), a CPI investiga a possível violação de segurança de dados dos moradores da cidade. Ao longo dos trabalhos, a comissão colheu depoimentos de representantes de empresas terceiras que prestaram serviços à Tools. 

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A coleta da íris na cidade de São Paulo – realizada pela startup Tools for Humanity – foi suspensa em fevereiro de 2025. O processo de obter informações das pessoas chamou a atenção da mídia e dos órgãos reguladores em novembro de 2024, quando a empresa operava em dez pontos da cidade. 

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1º semestre de 2026

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Em 3 de fevereiro, parlamentares da CPI receberam Thomaz Tedesco, defensor público do Estado de São Paulo. O objetivo da reunião foi esclarecer o posicionamento da Defensoria Pública sobre a atuação da Tools for Humanity e a tecnologia de verificação de humanidade conhecida como World ID – implementada em São Paulo no final de 2024.

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Já em 24 de fevereiro, Rodrigo Tozzi, chefe de operações da Tools For Humanity no Brasil, participou da reunião. Ele havia participado da CPI em agosto 2025, quando garantiu que a empresa não armazena dados biométricos dos usuários. Tozzi negou qualquer tipo de comercialização das informações coletadas a partir do escaneamento da íris. 

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No mês seguinte, em  3 de março, o colegiado aprovou dois requerimentos de apresentados pela presidente da comissão – a vereadora Janaina Paschoal (PP). O primeiro documento foi elaborado após diálogo com a assessoria da vereadora Amanda Vettorazzo (UNIÃO), que acompanha os trabalhos da CPI e indicou uma especialista para prestar esclarecimentos técnicos sobre possíveis impactos à privacidade da população em relação às atividades do projeto World ID.

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O segundo requerimento tratou do envio de ofício à Tools for Humanity para que a empresa detalhasse como era feita a remuneração dos operadores que realizavam o escaneamento da íris. 

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 Ainda no mês de março, a líder de Políticas Públicas da Tools for Humanity no Brasil, Anna Carvalhido, e a especialista em segurança da informação e legislação de proteção de dados, Mariel Trabulse, contribuíram com a CPI.

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Riscos na captação de dados biométricos, segurança no ambiente digital, remuneração de operadores responsáveis pelo escaneamento e o modelo de negócios da Tools foram alguns dos principais pontos debatidos durante a reunião.

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Na reunião de 17 de março, dois requerimentos relacionados à investigação sobre a atuação da empresa Tools for Humanity na cidade de São Paulo foram aprovados. 

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Um deles solicitou esclarecimentos da empresa sobre a atuação dela na União Europeia. Já o outro requerimento determinou o envio das documentações à Defensoria Pública do Estado de São Paulo e à ANPD (Agência Nacional de Proteção de Dados) – que também acompanhou o caso.

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Conclusão dos trabalhos

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Em 7 de abril aconteceu o último encontro do colegiado com a conclusão dos trabalhos. O encontro foi marcado pela apresentação e votação do relatório final. O documento, de 161 páginas, foi aprovado por unanimidade: os sete integrantes da CPI foram favoráveis às considerações da relatoria.

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O colegiado concluiu que o modelo de atuação da empresa TFH (Tools for Humanity) apresenta elevados riscos jurídicos, sociais e tecnológicos. Ao longo da investigação, foram identificadas graves desconformidades com o ordenamento jurídico brasileiro, especialmente nas áreas de proteção de dados pessoais, defesa do consumidor e regulação do sistema financeiro.

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Além da vereadora Janaina Paschoal (PP), presidente da CPI da Íris, também participaram: vereador Gilberto Nascimento (PL), vice-presidente, vereadora Ely Teruel (MDB), relatora, além de Gabriel Abreu (PODE), João Ananias (PT) e Silvão Leite (UNIÃO). 

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(*) Dados fornecidos pela Secretaria de Comissões

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sourceCom informações da Câmara Municipal de São Paulo

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