Comissão aprova projeto que criminaliza a transmissão de treinamento para o crime organizado

15/07/2026 - 14:39  

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Kayo Magalhães / Câmara dos DeputadosLeia mais

Delegado Palumbo recomendou a aprovação da proposta

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A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 6873/25, que torna crime a transmissão intencional de treinamento operacional para organizações criminosas. A proposta, de autoria do deputado Duda Ramos (Pode-RR), define esse tipo de treinamento como qualquer instrução, capacitação ou demonstração prática ou intelectual voltada ao uso de violência, armamentos, explosivos e técnicas de emboscada, infiltração ou comunicação segura para fins ilícitos. O texto estabelece pena de reclusão de 4 a 12 anos, além de multa, para quem transmitir, ministrar, facilitar ou arrecadar recursos para esse tipo de instrução para integrantes de facções. AgravantesA punição poderá ser agravada quando houver:

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  • participação de agentes públicos;
  • uso de recursos do Estado;
  • remuneração elevada;
  • utilização de plataformas digitais para a difusão do conteúdo em massa; ou
  • uso de armamento e explosivos reais durante a instrução.
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ProfissionalizaçãoO relator do projeto, deputado Delegado Palumbo (Pode-SP), defendeu a aprovação da medida. Ele argumentou que as facções criminosas deixaram de atuar de forma improvisada e hoje operam com estrutura empresarial e planejamento tático sofisticado. Na avaliação de Palumbo, a legislação brasileira atual possui uma lacuna por não punir especificamente quem fornece esses conhecimentos técnicos para o crime. "O Estado não pode permanecer inerte diante de indivíduos que transformam conhecimento técnico-operacional em instrumento de fortalecimento do crime organizado", afirmou o relator. Delegado Palumbo destacou ainda que a infiltração criminosa em estruturas públicas e o vazamento de técnicas especializadas representam uma ameaça direta à autoridade do Estado. Outras sançõesAlém das penas de prisão, o projeto prevê sanções administrativas, como a perda do cargo público e a interdição de atividades de formação. Por outro lado, o texto deixa claro que não serão criminalizados os treinamentos legítimos promovidos por órgãos de segurança pública, Forças Armadas e empresas de segurança privada autorizadas, bem como atividades jornalísticas, acadêmicas ou científicas com finalidade lícita. Próximos passosA proposta ainda será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de seguir para votação no Plenário da Câmara. Para virar lei, precisa ser aprovada pelos deputados e pelos senadores.

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Reportagem – Noéli NobreEdição – Marcia Becker

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sourceCom informações da Câmara dos Deputados

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