Conselho de Direitos Humanos fará debate sobre crise humanitária no Sudão

O Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas anunciou, para este 3 de julho, um debate urgente para abordar o agravamento da crise humanitária no estado sudanês do Cordofão do Norte. 

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O pedido surgiu no mesmo dia em que o chefe de ajuda humanitária da ONU, Tom Fletcher, instou ao fim imediato dos ataques das Forças Armadas do Sudão, SAF e das Forças de Apoio Rápido, RSF, contra áreas povoadas e infraestruturas civis críticas na mesma região.

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Cerca de 500 mil civis em risco no Sudão 

O 13.º debate urgente do Conselho foi convocado por um pedido de cinco países: Alemanha, Irlanda, Países Baixos ou Holanda, Noruega e Reino Unido.

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Na solicitação, os países-membros salientaram que cerca de 500 mil civis correm risco de serem alvo de atrocidades em larga escala, referindo ainda as graves carências de combustível e água, bem como o aumento do número de mortes entre civis no conflito.

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O grupo destacou as condições críticas de centenas de milhares de pessoas retidas na cidade de El Obeid, capital do estado de Cordofão do Norte, privadas de serviços essenciais ao seu bem-estar e sobrevivência.

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O subsecretário-geral da ONU, Tom Fletcher, também defendeu a proteção e a evacuação segura dos civis que permanecem em El Obeid, sublinhando que a cidade constitui um centro vital para a assistência humanitária na região.

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Corredor humanitário prolongado

Na segunda-feira, a ONU acolheu a decisão do Sudão de prolongar até 30 de setembro a abertura de um corredor de ajuda humanitária com o vizinho Chade, essencial para a assistência nas regiões de Darfur e Cordofão.

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Face à deterioração da crise humanitária, os serviços humanitários têm vindo a intensificar a mobilização de equipas de resposta rápida, o reforço da vigilância, a cloração da água, bem como a distribuição de materiais de combate à cólera, apoiados pela Organização Mundial da Saúde, OMS. 

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Ataques interrompem acesso à água potável 

Com a aproximação da época das chuvas, o acesso à água segura é crítico para reduzir o risco de cólera e outras doenças mortais transmitidas pela água. No entanto, os ataques com drones têm interrompido o acesso à água potável e à eletricidade. 

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O chefe da assistência humanitária da ONU frisou que ambas as partes do conflito devem respeitar as suas obrigações claras, ao abrigo do direito internacional humanitário, de proteger os civis, incluindo os humanitários, e de facilitar uma ajuda humanitária rápida e sem entraves.

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sourceCom informações da ONU

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FZL