Conselho de Segurança aborda aumento de ataques russos a civis na Ucrânia

O Conselho de Segurança da ONU realiza, nesta quinta-feira, uma reunião urgente solicitada pela Ucrânia, após uma sequência de ataques russos em larga escala com mísseis e drones contra áreas civis em todo o país.

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O pedido, em 6 de julho, ocorreu após mais uma madrugada marcada por bombardeios na capital ucraniana, Kyiv, e outras grandes cidades, que mataram civis e destruíram edifícios residenciais. Só na última semana, houve três grandes ondas de ataques aéreos russos.

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Mísseis balísticos, de cruzeiro e hipersônicos

Ao discursar ao Conselho de Segurança, a subsecretária-geral da ONU para Assuntos Políticos e de Consolidação da Paz, Rosemary DiCarlo, condenou esses ataques nos termos mais veementes.

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Ela disse que nos últimos dias, a região de Kyiv foi alvo de “ataques com dezenas de mísseis balísticos, de cruzeiro e hipersônicos, além de centenas de drones”, o que teria deixado pelo menos 28 mortos, incluindo um menino de 12 anos.

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A subsecretária-geral afirmou que “estes ataques mostram um padrão claro”, tendo como alvo centros urbanos com grandes populações civis.

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DiCarlo adicionou que a Ucrânia está recorrendo a ofensivas com drones para destruir as infraestruturas petrolíferas, industriais e militares dentro da Rússia.

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Ela instou todos os Estados-membros envolvidos a "fazer pleno uso" de todos os instrumentos e canais diplomáticos para reduzir as tensões.

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Preocupação com civis de ambos os lados

O vice-secretário-geral interino da ONU para Assuntos Humanitários, Indrika Ratwatte, também participou da reunião e disse que os ataques recentes em Kyiv são “um lembrete contundente” de que esta guerra continua atingindo os civis de forma cada vez mais profunda.

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Ele enfatizou que as necessidades dos civis são imediatas e crescentes e precisam ser atendidas imediatamente. Mas ressaltou que isso exige proteção para o pessoal e os recursos humanitários, acesso seguro e contínuo, medidas práticas para facilitar a ação humanitária e financiamento.

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Indrika Ratwatte também expressou preocupação com os relatos de danos a civis Rússia, observando que a ausência de uma equipe de monitoramento da ONU não diminui a gravidade desses relatos.

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Impacto de saúde mental

A Organização Mundial da Saúde, OMS, relata que quase 70% das pessoas na Ucrânia sofreram uma deterioração em sua saúde desde a invasão em larga escala pela Rússia. 

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Problemas comuns incluem distúrbios do sono, dores de cabeça, ansiedade, depressão e estresse pós-traumático. 

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Além disso, a agência afirma que o estresse prolongado tem contribuído para um aumento na incidência de doenças crônicas.

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sourceCom informações da ONU

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FZL