Cplp 30 anos: líder do bloco reforça aliança com países associados e sociedades civis

Em 30 anos desde a sua criação, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Cplp, já desenvolveu várias ações de coordenação política, de promoção da língua e de cooperação entre seus países-membros com o objetivo de fortalecer o multilateralismo e os interesses de cada nação do bloco.

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Após promover mais integração entre as nações que falam português na África, nas Américas, na Europa e na Ásia, a Comunidade apostou em cooperação técnica, comercial e científica. No mês passado, a entidade aprovou o Plano Estratégico para Cooperação para os Oceanos 2026-2030 para impulsionar a economia azul e proteger a biodiversidade marinha.

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Força estratégica

Às vésperas de completar 30 anos, neste 17 de julho, a Cplp já abriga mais Estados associados ou observadores, que não falam português, que os próprios integrantes fundadores: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe até a chegada de Timor-Leste em 2002 e da Guiné-Equatorial em 2014.

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Nesta entrevista à ONU News, a secretária-executiva do bloco, a embaixadora Maria de Fátima Jardim, afirma que mais de três dezenas de Estados-membros associados incluindo Estados Unidos, Catar, Reino Unido e França, entre outros, não só ajudam a dimensionar a força geoestratégia da Cplp, mas também devem ser grandes aliados na promoção da língua portuguesa pelo globo.

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“As nossas iniciativas culturais, educativas; hoje, de uma direção muito nova, mas da qual estamos a começar a fazer o diálogo da nossa estratégia da cooperação da área econômica, social e ambiental são grandes questões que animam a diplomacia e juntam todos. As regiões lusófonas, anglófonas, a língua também é uma forte componente.”

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Português e um universo de 300 milhões

A língua portuguesa está presente hoje num universo de quase 300 milhões de habitantes, dos quais mais de 213 milhões vivem no Brasil.

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Estatísticas das Nações Unidas apontam um crescimento para 500 milhões até o final do século. E a maioria dos falantes deverá se concentrar na África.

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Para a Cplp, o momento é de aproveitar os dividendos demográficos investindo nos jovens e nos cidadãos da lusofonia, uma tarefa que o bloco executa com a ajuda de um número recorde de organizações da sociedade civil.

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Para a líder da Comunidade, a lusofonia abriga culturas milenares não só na África, mas nas Américas e na Ásia. Maria de Fátima Jardim diz que os países de língua portuguesa têm uma enorme riqueza e soft power com sua cultura, suas histórias e suas economias atrativas para outras nações e povos.

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Diálogo e pontes na lusofonia

Segundo a secretária-executiva da Cplp, o espaço lusófono é geoestratégico e um bom exemplo de diálogo político.

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“Todos os membros consultivos são partícipes dos diálogos, das pontes, das linhas de organização, dos programas que a Cplp tem desencadeado.  Nós somos uma comunidade, que dialogamos e estamos constantemente com programas estratégicos importantes. Por exemplo, a estratégia da segurança alimentar nutricional, com o Fida, com o trabalho de ação comunitária. Nós temos desenvolvimentos desiguais. Mas temos, por trás de nós, as nossas ONGs que podem ajudar nesses programas.”

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Diáspora lusófona e sinergia

A secretária-executiva, Maria de Fátima Jardim, ressalta que o aumento dos cidadãos que falam português e vivem fora de seus países de origem – na diáspora – é uma área que a Cplp tem observado como um campo de crescimento e de espaço para mais sinergia, assim como as ações de cidadania da entidade.

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Além de sua própria rede de influência e parceria com países em quatros continentes e nações de desenvolvimento alto e médio, a Cplp tem potencial de interação com outras organizações com União Europeia, União Africana, Mercosul e Asean por causa da presença de seus membros fundadores nesses blocos regionais.

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A organização também é parceira das Nações Unidas e envia, todos os anos, um representante à Semana de Alto Nível da ONU quando é realizado o Debate Geral com os Chefes de Estado de Governo dos países-membros da ONU, em Nova Iorque.

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*Monica Grayley é editora-chefe da ONU News.

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sourceCom informações da ONU

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FZL