Em 30 anos de Cplp, Angola defende elevar papel da língua portuguesa no mundo

A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Cplp, é um projeto estratégico que ajuda a avançar o interesse de cada Estado-membro assim como de seus cidadãos num mundo mais complexo. E para fortalecer a organização é preciso também elevar o papel da língua portuguesa no globo.

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A declaração é do embaixador de Angola junto às Nações Unidas, Francisco José da Cruz. Nessa entrevista à ONU News para marcar os 30 anos da Cplp, ele ressalta que a entidade tem lidado com temas cada vez mais diversificados no cenário internacional.

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Mundo de desafios e oportunidades

“É importante, nós enquanto comunidade, podermos apresentar as nossas posições comuns em fóruns internacionais. É o que nós temos estado a fazer, cada vez de forma mais assertiva e em temas mais diversificados porque a comunidade está a passar por uma fase complexa. De grandes desafios, mas também de grandes oportunidades. E é importante que nós, enquanto comunidade, estejamos devidamente alinhados e possamos nos inserir nessa dinâmica defendendo bem os nossos interesses.”

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Membro fundador, Angola ofereceu ao bloco o primeiro secretário-geral da Cplp, Marcolino Moco, e neste aniversário de 30 anos, o país volta a ocupar o posto com a embaixadora angolana Maria de Fátima Jardim. Para o representante de Angola junto à ONU, Francisco José da Cruz, o aumento do capital político da organização  passa pela maior presença do português no globo. 

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Português: identidade e força

“Para isso também é necessário avançarmos com a agenda da língua portuguesa para que nas organizações internacionais o português possa ser considerado uma língua de trabalho dando-nos a possibilidade de apresentarmos as nossas posições dentro daquilo que é a língua oficial e que ao fazê-lo desta forma transmite também um sentimento de identidade e um sentimento de mais força e mais à vontade.”

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Língua oficial de um universo de mais de 280 milhões de pessoas, o português é considerado a quinta ou sexta língua mais falada no mundo e é a primeira no Hemisfério Sul. Atualmente, é uma das cinco línguas mais usadas na internet.

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Desde a sua fundação, a Cplp divulgou várias estratégias de desenvolvimento para apoio de seus Estados-membros que vão desde o combate à fome, passando pelo enfrentamento da Covid-19 até um plano conjunto de conservação dos oceanos, aprovado este ano. Para o embaixador de Angola, nesta nova etapa da organização, é preciso fortalecer o plano de mobilidade ou livre circulação de seus cidadãos pelo vasto espaço da lusofonia, que abrange quatro continentes. 

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“Há necessidade de nós fazermos com que a organização esteja cada vez mais próxima do cidadão, das populações, dando cada vez mais oportunidades numa interação entre os povos. Para isso, há realmente necessidade de uma melhor implementação do acordo sobre a mobilidade para que o cidadão, estudante, os cientistas, os empresários possam ter mais facilidade de se movimentar no espaço Cplp.”

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Juventude será crucial

Ao ser perguntado pelo futuro do bloco e um horizonte imediato, o embaixador de Angola, José Francisco da Cruz, afirmou que a juventude será crucial para levar o projeto adiante fazendo prevalecer os interesses de cada país num mundo cada vez mais desafiador.

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“Também, grandes oportunidades de os jovens interagir porque, afinal, o futuro depende da juventude, da forma como eles encararem este passado comum e este futuro, que unidos estaremos em melhores condições de fazer prevalecer as nossas posições e os nossos interesses nesse mundo, cada vez, mais globalizado e mais complexo. Por isso, a Cplp é um projeto estratégico para cada um dos nossos Estados-membros e deve ser sempre equacionado nos planos que nós possamos ter para o futuro dos nossos respectivos países.”

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Criação e crescimento da Cplp

A formação inicial da Cplp contou com Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe. Timor-Leste aderiu ao bloco em 2002, ano da restauração da independência da nação do sudeste asiático. 

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Em 2014, a Guiné-Equatorial entrou para a Cplp após fazer do português língua oficial ao lado do espanhol. Ao todo, a organização tem mais de 30 países observadores incluindo França, Estados Unidos, Índia e Japão.

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O Podcast ONU News, edição especial, conversará com os representantes das nações lusófonas assim como jovens na diáspora durante todo o mês de julho para marcar o aniversário da Comunidade.

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*Monica Grayley é editora-chefe da ONU News Português.

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sourceCom informações da ONU

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