Expectativas de inflação estáveis amortecem choque petrolífero na América Latina

As expectativas de inflação bem ancoradas na América Latina estão preparadas para ajudar a amortecer os impactos da subida do preço do petróleo e a ameaça de uma onda inflacionária na região. 

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Os bancos centrais latino-americanos construíram uma credibilidade significativa, ao longo de duas décadas, ancorando as expectativas de preços e reforçando a resiliência a choques externos, conclui um novo estudo do Fundo Monetário Internacional, o FMI. 

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Economias mais resilientes 

A publicação verificou como, na grande maioria dos países da região, os choques de oferta no período pós‑pandemia não elevaram as expectativas de inflação de longo prazo. Com isso, reduziu-se a transmissão de choques nos preços da energia e de outras matérias‑primas para os preços no consumidor. 

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A análise também indica que as expectativas de inflação ancoradas podem ajudar os decisores políticos a gerir melhor os compromissos perante choques nos preços do petróleo. 

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A consolidação de expectativas de inflação estáveis entre as principais economias da América Latina – como o Brasil, México, a Colômbia, o Chile e o Peru – resulta de reformas iniciadas há cerca de 25 anos.

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No conjunto destas reformas, destaca-se a adoção de metas de inflação, o reforço da independência dos bancos centrais e o fim da dominância orçamental.  

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Estabilidade não é garantida

Embora, em média, as previsões de inflação na América Latina ainda se afastem mais dos objetivos do que nas economias avançadas, estas reformas influenciaram positivamente as expectativas sobre os preços, demonstra a investigação. 

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A experiência da América Latina reflete os benefícios de quadros assentes em metas de inflação e bancos centrais independentes, que promoveram a estabilidade e encerraram a inflação elevada e volátil. 

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Contudo, o FMI alerta que esta credibilidade monetária pode ser rapidamente corroída por políticas monetárias excessivamente expansionistas ou por alterações abruptas nos quadros institucionais. 

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A maior perturbação na história do mercado global de petróleo constitui um novo teste, mas observa-se um padrão claro: quando as expectativas estão bem ancoradas, as economias conseguem absorver melhor esses choques sem desestabilizar a inflação, conclui a publicação. 

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sourceCom informações da ONU

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FZL