Guia da OMS ensina a enfrentar calor extremo na Europa

Nos últimos quatro anos, mais de 200 mil pessoas morreram na União Europeia em decorrência de ondas de calor.

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A Organização Mundial da Saúde, OMS, indica que esses eventos deixaram de ser isolados e se tornaram uma crise recorrente, responsável por sobrecarregar sistemas de saúde e infraestrutura.

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Objetivo ambicioso

A OMS apresentou a segunda edição da Orientação para Planos de Ação sobre Calor e Saúde, elaborada para a Europa, mas aplicável em escala global. 

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O documento oferece um quadro científico para que governos organizem medidas eficazes de proteção contra o calor extremo, que já provoca doenças, agrava problemas cardiovasculares e causa mortes prematuras.

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Segundo a OMS, ações individuais como evitar exposição ao sol, manter ambientes frescos e hidratar-se ajudam, mas não bastam diante de uma crise sistêmica. A resposta precisa ser coordenada e institucional. 

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Os planos permitem que cidades e países antecipem, se preparem e respondam ao calor extremo de forma organizada, com medidas como arborização urbana, criação de centros de resfriamento, monitoramento de idosos, capacitação de professores e cuidadores, adaptação de jornadas de trabalho e reforço das equipes de saúde durante ondas de calor.

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O objetivo da OMS é ambicioso: zero mortes relacionadas ao calor. 

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Para a organização, planejamento e cooperação internacional podem tornar essa meta possível.

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Desafios provocados pelo clima

O ministro do Meio Ambiente da Alemanha, Carsten Schneider, destacou que o calor é um dos maiores desafios trazidos pelas mudanças climáticas, sobretudo para populações urbanas vulneráveis.

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Já o diretor regional da OMS para a Europa, Hans Henri P. Kluge, lembrou que o continente é o que mais rapidamente aquece no mundo e que o calor é um assassino silencioso, mas não inevitável.

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Autoridades de Berlim ressaltaram que grandes cidades são especialmente vulneráveis e que a capital alemã já implementa medidas como comunicação pública, manutenção de parques e redes de apoio no setor de saúde. 

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A nova orientação da OMS reúne elementos centrais para fortalecer sistemas de alerta, comunicação de riscos e proteção de grupos, atualizando diretrizes publicadas pela primeira vez em 2008.

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sourceCom informações da ONU

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FZL