Intensificação de combates no Iémen deixa cerca de 18,5 mil deslocados

No Iémen, a retomada da violência entre as forças governamentais e integrantes do grupo armado houthi forçou milhares de pessoas a deixarem suas casas em meio à subida no número de civis mortos e feridos.

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O alerta é da Organização Internacional para Migrações, OIM. Desde a rápida escalada, na semana passada,18,5 mil pessoas foram obrigadas a fugir nas províncias de Taiz e Al-Hodeidah.

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Famílias escampam da violência

As comunidades de acolhimento estão a presenciar um fluxo contínuo de famílias em busca de refúgio face à violência armada.

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O chefe da Missão da OIM no país, Abdusattor Esoev, conta que os combates e a insegurança nas rotas de acesso podem impedir a saída segura das famílias nas áreas de linha de frente dos confrontos.

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Muitas pessoas já passaram várias vezes por esta situação tendo que deixar tudo para trás. Sem abrigo, alimentos e bens pessoais, elas voltam a perder o pouco que conseguiram reconstruir nos últimos anos.

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Centros de acolhimento sob pressão

O fluxo de deslocados tem contribuído para a sobrecarga das capacidades dos centros urbanos e comunidades de acolhimento no sul de Taiz e em torno da costa oeste do Iémen, que enfrentam uma pressão redobrada.

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Ao mesmo tempo, os desafios no acesso rodoviário e a interrupção das redes de telecomunicações nos distritos afetados retardam os esforços humanitários para alcançar centenas de famílias recém-deslocadas.

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Os estoques de emergência também estão severamente esgotados, deixando os parceiros humanitários com poucos recursos para distribuir às famílias que chegam aos locais de acolhimento.

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O acesso a água potável segura e a apoio em matéria de higiene continua comprometido nos locais de acolhimento e comunidades anfitriãs. A OIM sublinha ainda a necessidade de cuidados de saúde de emergência e de encaminhamento dos feridos.

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Apelo para proteção dos civis

O enviado especial da ONU para o Iémen, Hans Grundberg, afirmou que o país enfrenta hoje um risco maior de um novo conflito em grande escala do que em qualquer outro momento desde o cessar-fogo mediado pela ONU, em abril de 2022.

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O responsável sublinha que as exigências da população por segurança e um futuro além deste conflito exigem uma via política credível, capaz de abordar as questões políticas, de segurança e económicas que constituem a raiz do conflito.

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Grundberg apelou para o fim da violência entre houthis e tropas do governo iemenita e ao cumprimento das obrigações de todas as partes ao abrigo do direito humanitário, garantindo a proteção dos civis e das infraestruturas civis.

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sourceCom informações da ONU

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FZL