Israel fecha única instalação que restava da Unrwa em Jerusalém Oriental

O Centro de Formação Profissional de Kalandia, em Jerusalém Oriental, era a última instalação da Agência da ONU de Assistência aos Refugiados Palestinos, Unrwa, em funcionamento na região. Mas na terça-feira, 24 de agosto, as autoridades israelenses invadiram o local à força e passaram a ocupá-lo.

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Antes disso, Israel já havia fechado outras instalações da Unrwa, incluindo escolas e clínicas de saúde que atendiam refugiados palestinos.

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Legislações "anti-Unrwa"

Logo após a invasão do Centro de Kalandia, o secretário-geral da ONU, António Guterres, reagiu dizendo que a entrada de forças de segurança armadas numa instalação das Nações Unidas sem a permissão ou consentimento da organização é “inaceitável”.

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O diretor da Unrwa na Cisjordânia, Roland Friedrich, disse à ONU News que essas ações ocorrem no contexto de legislações "anti-Unrwa", adotadas há cerca de um ano e meio no congresso israelense. 

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Ele explicou que a situação no local permanece crítica. No momento, forças de segurança israelenses ainda estão posicionadas dentro do centro, juntamente com autoridades municiapais de Jerusalém, realizando obras e alterações nas instalações.

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No momento da invasão, 24 funcionários da agência estavam no local. Agentes de segurança israelenses revistaram a área, abriram as instalações e também retiveram temporariamente os funcionários. Eles foram liberados posteriormente.

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Jovens com acesso à educação bloqueado

Friedrich disse que o fechamento do centro priva mais de 300 jovens palestinos da oportunidade de estudar. Esta era a única unidade de treinamento da Unrwa dedicada a oferecer formação profissional para jovens do sexo masculino de campos de refugiados na Cisjordânia. 

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Ele pediu que os Estados-membros da ONU assumam sua responsabilidade, pressionando para que a Unrwa retome suas atividades.

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Friedrich ressaltou que o fechamento de seis escolas em Jerusalém Oriental no ano passado já havia deixado mais de 800 crianças palestinas sem acesso à educação e, neste ano, o fechamento de duas clínicas deixou mais 40 mil pessoas sem acesso à saúde. 

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Inviolabilidade das instalações da ONU

Ele lembrou que qualquer Estado-membro das Nações Unidas é obrigado a respeitar os privilégios e imunidades da Organização. Isso significa, por exemplo, a inviolabilidade das instalações da ONU e o respeito aos funcionários e equipamentos. 

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O diretor da Unrwa ressaltou que a invasão de unidades da agência é alarmante e ameaça o sistema multilateral como um todo.

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Ele explicou que, apesar dos entraves, a Unrwa segue operando, fornecendo ajuda humanitária essencial em Gaza com mais de 11 mil funcionários que trabalham diariamente. 

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Operações seguem em Gaza e na Cisjordânia

Na área da educação, a agência atende 70 mil crianças em programas de ensino emergencial. Além disso realiza 60 mil consultas de saúde para os habitantes de Gaza. A Unrwa fornece ainda metade da água potável da região e mantém mais de 70 abrigos em funcionamento. 

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Na Cisjordânia, a agência tem 4,6 mil funcionários em campo, que oferecem educação, por meio de 90 escolas ainda ativas, e a previsão é que quase 50 mil crianças iniciem o novo ano letivo na próxima semana. 

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No ano passado, a Unrwa realizou 1,1 milhão de consultas de saúde por meio de 50 unidades de atendimento na Cisjordânia.

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sourceCom informações da ONU

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FZL