No ritmo das transformações atuais, os países não atingirão as metas alimentares até 2030.
Essa conclusão é do Food Systems Countdown Initiative, Fsci, uma colaboração científica global coliderada pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura, FAO.
Uma análise publicada na revista Nature Food defende que a maioria das nações apresenta estagnação ou retrocesso nos indicadores.
A avaliação inclui 44 parâmetros que classificam a erradicação do trabalho infantil, o controle de preços, a redução da insegurança alimentar e a melhoria da governança local.
Segundo a publicação, muitos países estão significativamente distantes de atingir as metas. No continente africano, por exemplo, estão a 58,7 pontos percentuais de distância para o objetivo de que apenas 2% da população consiga arcar com uma dieta saudável seja alcançado.
Para a professora de política alimentar e clima na Universidade Johns Hopkins, Sais Europe, esses dados visibilizam o progresso e ajudam a identificar a situação dos países.
Para alcançar os objetivos de 2030, o Fsci projeta a necessidade de reduções anuais contínuas superiores a 60% para serem atingidas em 2050.
Transformar o cenário internacional exige comprometimento e criativo para proteger as populações mais vulneráveis até metade deste século.
O estudo fornece uma estrutura detalhada para orientar governos, investidores e formuladores de políticas na definição de suas prioridades.
O diretor da divisão de estatística da FAO, José Rosero Moncay, reconhece que os sistemas alimentares globais exigem ação imediata.
Com bilhões de pessoas sem condições financeiras para terem uma alimentação saudável, a análise descreve o estado atual e indica a direção das reformas necessárias.
sourceCom informações da ONU
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