Ministro da Fazenda critica Rondônia por não aderir à redução do ICMS

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, criticou a decisão de Rondônia de não aderir à proposta do governo federal de reduzir o ICMS que incide sobre o diesel, medida temporária pensada para conter, no Brasil, a alta dos combustíveis provocada pela guerra no Oriente Médio.Leia maisLeia maisLeia mais

Segundo ele, a recusa tem motivação política e não técnica, uma vez que a maior parte dos estados — inclusive governados por opositores — aceitou a proposta para amenizar o impacto do aumento dos preços sobre a população.

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“É lamentável que a gente tenha questões políticas orientando essa decisão neste momento em que estamos fazendo um esforço nacional em benefício da população”, disse Durigan nesta quarta-feira (6) durante o programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação.

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As razões para essa decisão do governo de Rondônia são “estritamente políticas”. “Se fossem razões técnicas, os outros 26 estados também apontariam essa questão”, disse o ministro.

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Durigan ressaltou que, por depender fortemente do transporte rodoviário, Rondônia tende a sentir mais intensamente os efeitos da alta dos combustíveis e, por isso, a não adesão prejudica o próprio estado.

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“Estados com governadores de oposição, que têm uma série de discussões duras conosco no Congresso Nacional, aderiram porque sentiram essa demanda”, disse o ministro.

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“É muito lamentável que, por razões políticas, o governo do estado não tenha aderido”, acrescentou.

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Rondônia é governado pelo policial militar Coronel Marcos Rocha, que, no início do ano, trocou de partido, saindo do União Brasil para se filiar ao PSD.

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Durigan afirmou ainda que levará o caso ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para eventual avaliação de medidas alternativas em benefício da população local.

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A Agência Brasil tenta contato com o governo de Rondônia a respeito da não adesão à proposta de redução do ICMS e às críticas do ministro. 

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sourceCom informações da Agência Brasil

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FZL