Moradores de Ilhabela comemoram a construção de usina de dessalinização: ‘Vai ser a solução perfeita’

Ilhabela contará com uma nova usina de dessalinização que vai reforçar o abastecimento de água potável do município, principalmente durante a temporada, quando o consumo cresce até cinco vezes. A usina faz parte do pacote de investimentos para expansão e melhoria da resiliência hídrica de todo o litoral, possível graças à desestatização da Sabesp feita pelo Governo de São Paulo, em 2024. A previsão é que ela fique pronta até 2029.

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Morador antigo de Ilhabela, o aposentado Renato Paulo explicou que antigamente a ilha ficava vazia boa parte do ano, mas isso vem mudando. “De uns anos para cá, começou um movimento de mudança de muita gente para Ilhabela e a população cresceu tanto que não tem água para todos. A usina vai ser a solução perfeita”, disse. 

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A usina vai ter capacidade de fornecer 20 litros de água potável por segundo, com investimento previsto de R$ 56,4 milhões, garantindo a segurança hídrica de cerca de 60 mil moradores.

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“O problema da água atrapalha o turismo e o comércio local, então a nova usina vai nos ajudar bastante”, afirmou a comerciante Ariane Gomes, de 28 anos.

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A usina de dessalinização vai  beneficiar moradores e os visitantes das regiões central e norte da ilha, desde Piuva/Barra Velha até Ponta das Canas, passando por Green Park, Reino, Itaguaçu, Itaquanduba, Engenho D’Água, Saco da Capela, Centro, Praia Feia, Barreiros, Siriuba, Pedra do Sino e Armação. 

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Nascido e criado em Ilhabela, o recepcionista de hotel Kauã Ferreira de Araújo, de 23 anos, disse que está acostumado a comprar galões de água durante o verão, mas acredita que isso vai mudar. “É uma tecnologia nova que vai mudar bastante nossa vida, vai ajudar muito os moradores”, disse.

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Osmose reversa

A tecnologia para transformar a água salgada ou salobra (com menor quantidade de sal) em potável usa o sistema de ‘osmose reversa’, utilizado em larga escala em países como Israel e Arábia Saudita para atender suas respectivas demandas hídricas. A Sabesp já utiliza essa tecnologia em algumas estações de tratamento da Grande São Paulo, mas essa será a primeira vez que será utilizada para filtrar água do mar.

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Diferentemente do sistema convencional, onde a purificação passa por vários processos, como coagulação, tanques de decantação e filtragem para retirar impurezas, o sistema de ultrafiltração por osmose reversa pressiona a água salobra contra uma fina membrana de porosidade milimétrica capaz de reter o sais dissolvidos e qualquer outra partícula de sujeira presente. Após a eliminação das impurezas, a água passa por tratamento químico, com cloro e flúor, para torná-la potável e segura para o consumo.

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Não existe diferença de qualidade de água tratada no processo convencional e por ultrafiltragem. Os dois processos passam por rígido controle de dosagem de produto químico e do padrão de qualidade, e atendem em 100% o padrão de potabilidade exigido pelo Ministério da Saúde, segundo a Sabesp.

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Investimento em saneamento

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A expansão dos serviços ocorre em meio ao aumento dos investimentos da Sabesp. Em 2025, foram R$ 15,2 bilhões aplicados pela companhia, valor 120% maior em comparação ao ano anterior. Os investimentos têm como foco a ampliação da cobertura de saneamento e a melhoria dos padrões de qualidade dos serviços.

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A coleta e o tratamento de esgoto chegaram a mais de 4,3 milhões de pessoas com a expansão de ligações da Sabesp. O cumprimento das metas de acesso à água, coleta e tratamento de esgoto alcançaram, respectivamente, 87%, 77% e 71% ao fim do primeiro trimestre de 2026.

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Na Rota da Água

O Governo de São Paulo acompanha os avanços no saneamento por meio do Na Rota da Água. A iniciativa dá mais visibilidade às obras de segurança hídrica, reforço de abastecimento e universalização do saneamento nas cidades atendidas pela companhia.

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O programa prevê uma série de entregas e visitas técnicas a mais de 1,1 mil frentes de obras em andamento nos municípios contemplados pelo novo contrato da Sabesp.

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Entre as entregas já realizadas, estão obras de saneamento em Itapecerica da Serra, Embu das Artes e Embu-Guaçu. Além disso, há duas novas Estações de Tratamento de Esgoto em Caieiras e Franco da Rocha e um Sistema de Expansão de Esgotamento Sanitário que também contempla Francisco Morato, na Grande São Paulo.

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sourceCom informações da Agência São Paulo

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