No mês das férias, Europa enfrenta quarta onda de calor deste verão

O mês de agosto é considerado o auge da temporada de férias na Europa, mas os serviços meteorológicos, de emergências e de saúde estão trabalhando como nunca, devido a ondas de calor extremas.

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A Europa Ocidental registrou o período de junho e julho mais quente de sua história, segundo o Serviço Copernicus para Mudanças Climáticas, com uma temperatura média do ar na superfície 1,47°C acima do valor de referência.

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Temperaturas acima de 35°C em vários países

De acordo com a Organização Meteorológica Mundial, OMM, as temperaturas da superfície do mar atingiram os níveis mais altos já notificados para o mês de julho.

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Alguns países da Europa Ocidental enfrentam agora a quarta onda de calor do verão. Uma seca intensa e prolongada vem causando impactos devastadores na agricultura, nos níveis dos rios, nos transportes e no setor de energia, além de aumentar o risco de incêndios. 

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A Agência Meteorológica da França informou que praticamente todo o país viverá temperaturas extremamente altas, muitas acima de 35°C, a partir da metade da semana. 

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Já a agência suíça, emitiu um alerta de nível 3, para temperaturas superiores a 35°C na reta final da semana. O Met Office, do Reino Unido, prevê que as temperaturas podem chegar a 36°C em algumas áreas do sul da Inglaterra até esta quinta-feira.

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Na semana passada, na Europa Central e nos Bálcãs, foram quebrados diversos recordes de temperatura em países como Áustria, Hungria e Eslováquia.

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As causas do calor extremo

O chefe da divisão de informações climáticas da OMM, John Kennedy, explicou que as altas temperaturas resultam de uma combinação entre aquecimento de longo prazo com a incidência de sistemas de alta pressão no Hemisfério Norte. 

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As áreas de alta pressão estão tipicamente associadas a temperaturas elevadas e condições de tempo seco, pois fazem o ar se acumular e descer. Esse movimento descendente aquece e também inibe a formação de nuvens, permitindo a maior incidência de luz solar. Ambos os fatores contribuem para temperaturas mais altas. 

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Além disso, a alta pressão tende a bloquear a entrada de ar mais frio vindo de fora; por isso, esses sistemas são frequentemente chamados de altas pressões de "bloqueio". Esses padrões podem persistir por dias ou até mesmo semanas.

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Impactos em quatro continentes

Em junho, essas áreas de alta pressão e as temperaturas elevadas a elas associadas afetaram simultaneamente a Europa Ocidental, a América do Norte e a Ásia Central. 

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Em julho e no início de agosto, as mesmas regiões foram afetadas, juntamente com partes do Leste Asiático.

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O Japão e a Coreia do Sul tiveram calor excepcional e recorde na semana passada, assim como outras partes da Ásia, do Oriente Médio e da América Latina.

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Incêndios fora de controle

A Europa Ocidental também atravessou no mês passado uma atividade excepcional de incêndios florestais, tanto em termos de área queimada quanto de emissões de carbono. 

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Na França, 2026 caminha para ser um dos anos mais críticos em termos de incêndios nas últimas duas décadas e meia. Os dados referentes à Espanha também mostram emissões muito acima da média para esta época do ano.

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Além disso, as chamas estão se alastrando por partes do oeste dos Estados Unidos. No Canadá, há atualmente 591 incêndios ativos; desses, 43 são classificados como fora de controle, segundo o Sistema Canadense de Informações sobre Incêndios Florestais.

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sourceCom informações da ONU

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FZL