OMI suspende evacuação no Estreito de Ormuz após ataque a navio

Na sequência de um ataque a um navio no Golfo de Omã, a 25 de junho, a Organização Marítima Internacional, OIM, decidiu suspender temporariamente a operação de evacuação de 11 mil marinheiros retidos nas águas da região.

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O secretário-geral da OMI, Arsenio Dominguez, declarou que vários navios já tinham sido retirados com sucesso. Na sequência do incidente, a operação foi interrompida, de modo a garantir que continuam a existir “as garantias de segurança necessárias” para os navios e marinheiros.

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Navio atingido sem vítimas mortais

A agência britânica de segurança marítima Ukmto informou que um navio com bandeira de Singapura foi atingido por “um projétil desconhecido”, a cerca de 14 quilómetros a sudeste do porto de Duqm, em Omã. De acordo com agências de notícias, não foram registadas vítimas mortais.

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Arsenio Dominguez informou que esta embarcação “não navegava ao abrigo do quadro de evacuação proposto pela OMI”, que contempla uma rota norte através de águas iranianas e uma rota sul através de águas coordenadas pelo Omã e os Estados Unidos. 

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Ainda segundo os relatos das agências, o ataque ocorreu depois de a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã ter notificado que tentativas de atravessar o estreito pelas rotas designadas pela OMI seriam “inaceitáveis e completamente perigosas”.

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Salvaguarda da segurança da navegação

Em resposta ao incidente, o vice-ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Kazem Gharibabadi, afirmou na rede social X que a passagem segura pelo estreito não pode ser garantida sem coordenação com as autoridades iranianas.

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O alto responsável da OMI anunciou a suspensão do plano de retirada “até se obter maior clareza” sobre os acontecimentos recentes, de modo a “garantir uma abordagem coordenada e a segurança da navegação”.

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O ataque aconteceu no mesmo dia em que se assinalava o Dia Internacional do Marinheiro. Dominguez sublinhou a importância de garantir que a evacuação contínua dos milhares de marinheiros retidos no Golfo Pérsico possa prosseguir sem riscos.

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sourceCom informações da ONU

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FZL