ONU prevê queda do crescimento econômico com tensão no Oriente Médio

Um novo relatório da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento, Unctad, aponta que as tensões geopolíticas representam um desafio crescente para a economia mundial.

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Apesar da projeção de desaceleração em 2026, países exportadores de combustíveis fósseis, com Angola, devem se beneficiar da valorização dos preços no mercado internacional.

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Queda na comércio internacional

Em 2025, a economia global cresceu 2,9%, impulsionada pelo dinamismo nos setores de comércio e tecnologia.

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No entanto, a escalada militar no Oriente Médio elevou os preços de importação de combustíveis, provocando turbulências econômicas.

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No curto prazo, os impactos se concentram nos mercados de energia. 

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No entanto, em um cenário de incertezas, os efeitos devem atingir o comércio internacional, os sistemas alimentares e os mercados financeiros.

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Países em desenvolvimento sob pressão

A Unctad destaca que as importações em países em desenvolvimento são menos elásticas, sobretudo em combustíveis, alimentos e fertilizantes. 

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Essas economias enfrentam novo risco de saída de capitais e deterioração da confiança dos investidores.

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O Brasil, assim como outras nações da América Latina e do Sudeste Asiático, adotou medidas para ampliar a oferta, aumentar subsídios e impor tetos de preços, iniciativas que pressionam a inflação e ampliam a vulnerabilidade das populações.

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Na União Europeia, a crise energética ocorre às vésperas do verão, elevando o risco de altas sustentadas nos preços. 

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Já na África, o cenário é distinto: com o PIB projetado para crescer 4,2% em 2026, exportadores de petróleo e gás, como Angola, devem se beneficiar da valorização dos combustíveis.

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Alternativas para mitigar crises

Apesar dos riscos, o relatório aponta caminhos para reduzir impactos. O investimento em energia renovável surge como resposta estratégica à alta dos preços dos combustíveis fósseis.

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Ainda assim, a participação no setor permanece desigual, limitando o avanço em muitas economias em desenvolvimento. 

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Dados da Unctad mostram que o continente africano concentra 60% dos melhores recursos solares do mundo, mas recebeu apenas 2% dos investimentos globais em energia limpa em 2024.

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Para evitar o agravamento das desigualdades, o relatório recomenda reforço das salvaguardas financeiras e aceleração dos investimentos em energia limpa e acessível.

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sourceCom informações da ONU

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FZL