ONU relata aumento de tensões geopolíticas e inteligência artificial

Guerras, disputas geopolíticas, mudanças climáticas e o avanço descontrolado da inteligência artificial, IA, estão entre os principais riscos enfrentados pela humanidade em 2026, segundo um documento divulgado pela Nações Unidas. 

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No Relatório sobre Risco Global das Nações Unidas, mais de 1,3 mil líderes e especialistas analisaram 28 ameaças em categorias políticas, tecnológicas, econômicas, ambientais e sociais, avaliando a probabilidade, impacto e grau de preparo das instituições globais para dar respostas efetivas.

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Riscos políticos

As tensões geopolíticas figuram entre as principais ameaças em seis das sete regiões pesquisadas.

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Na comparação com a última edição do relatório, o secretário-geral da ONU, António Guterres, indica que guerras e riscos políticos têm mais destaque entre os entrevistados.

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Além dos conflitos e armas de destruição em massa, o relatório revela a disparidade entre a velocidade das inovações tecnológicas e a capacidade de regulação dos governos. 

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Concentração tecnológica

A IA e a concentração de poder tecnológico foram apontadas como fontes de instabilidade, uma vez que a avança em ritmo superior à criação de regras e marcos regulatórios internacionais.

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No cenário econômico, a probabilidade de uma crise financeira global também foi mencionada devido às dúvidas sobre a capacidade de cooperação e coordenação dos governos.

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A falha no combate às mudanças climáticas continua sendo classificada como o principal problema individual. Desastres naturais e a escassez de recursos básicos também permanecem no topo das preocupações.

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Cooperação como único caminho

O relatório chama a atenção para a lacuna entre a dimensão das ameaças e a capacidade de resposta das instituições. Segundo o estudo, a preparação internacional foi avaliada como insuficiente para lidar com guerras e avanço da IA.

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Apesar do diagnóstico, os especialistas apontam a cooperação multilateral entre governos como a ferramenta mais eficaz para prevenir crises e mitigar catástrofes.

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Para Guterres, os riscos globais se tornaram mais complexos e nenhum país, empresa ou instituição podem enfrentá-los sozinho.

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sourceCom informações da ONU

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FZL