Parada Brasília Orgulho traz campanha do voto contra o preconceito

O sol forte da seca brasiliense potencializou a explosão de cores na Esplanada dos Ministérios durante a Parada Brasília Orgulho, neste domingo (26)Leia maisLeia maisLeia mais

Bandeiras, fantasias, maquiagens e leques, muitos leques, deixavam clara a mensagem “nós existimos, estamos aqui e amamos quem somos”.

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A estilista e performer maranhense Havenna Wandelookx está há 16 anos em Brasília. É o mesmo tempo que frequenta a parada do orgulho LGBT+ na capital. Ela exalta a mistura entre diversão e conscientização presentes no evento.

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“A gente tem que ter muita consciência, além da diversão, claro. A gente vem para se divertir, mostrar brilho, se jogar. Mas ter sempre uma consciência de que a gente tem uma vida além disso, e que podemos passar para as pessoas que isso pode ser muito bom, apesar do ódio de cada um”.

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Leia maisLeia maisFabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência BrasilLeia mais

Um dos organizadores da Parada Brasília Orgulho, Richard Alexandre, também destacou o caráter político da festa.

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“Não é só festa, é muita luta. Mas também a gente se diverte, a gente usa as nossas cores para se divertir, usa o espaço para mostrar que a gente exige, existe, que a gente quer respeito, quer dignidade”.

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Além de música e mobilização política, a Parada Brasília Orgulho trazia serviços à população, com várias tendas. Entre elas, atendimentos de enfermagem, suporte da Polícia Civil para denúncias contra LGBTFobia e um atendimento da Defensoria Pública para esclarecimentos sobre a inclusão do nome social em documentos.

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Eleições

 

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Leia maisLeia maisFabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência BrasilLeia mais

O tema deste ano é “LGBT, levante e vote”. A ideia é conscientizar a população LGBT+ a ir às urnas, e a votar em pessoas que defendam o respeito e a garantia de direitos a todos.

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“A gente precisa, cada vez mais, de parlamentares que entendam a nossa pauta, que nos respeitem e que nos protejam, que usem a legislação a favor da proteção da comunidade”, explicou Richard Alexandre.

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O coordenador da Parada Brasília Orgulho, Welton Trindade, destaca a evolução nas conquistas da população LGBT+ ao longo dos anos. “A gente tem visto o aumento de pessoas LGBT eleitas. A parada começou em 1998, quando não tínhamos nenhum representante nos poderes”, disse.

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“Habitué”

 

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Leia maisLeia maisFabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência BrasilLeia mais

Enquanto a música e os discursos vindos do carro de som inundavam a Esplanada, uma senhora assistia a tudo, enrolada em uma bandeira do Brasil estilizada com o arco-íris do movimento LGBT.

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Sueli Oliveira tem 67 anos e frequenta marchas LGBT, em Brasília e em São Paulo, há vários anos. “Sou uma habitué, vamos dizer assim”, disse, com sorriso leve. Militante do movimento e lésbica, Sueli, reforça a importância da presença da comunidade LGBT nas ruas e nas urnas.

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“É importante a gente participar das atividades como uma forma de dar visibilidade à nossa luta, à nossa existência”, disse. Para ela, é importante lutar, com o voto, contra o preconceito, o ódio e a LGBTFobia. E a parada é o momento ideal de alertar a todos sobre isso.

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“É o momento em que a gente para pra dizer: atenção, nós existimos, nós temos o direito, como qualquer outro cidadão e cidadã, de estarmos aqui, de votarmos, de amarmos quem nós quisermos”.

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sourceCom informações da Agência Brasil

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FZL