Projeto cria compensação pelo uso de recursos hídricos da União

21/07/2026 - 14:32  

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Bruno Spada/Câmara dos DeputadosLeia mais

Laura Carneiro: proposta incentiva o uso eficiente da água

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O Projeto de Lei 675/26 prevê uma nova cobrança pelo uso de recursos hídricos de domínio da União. O pagamento será devido por quem depende de autorização para captar ou consumir essa água e será cobrado além do valor já previsto na Política Nacional de Recursos Hídricos. Os recursos arrecadados serão distribuídos entre União, estados, Distrito Federal e municípios. A proposta está em análise na Câmara dos Deputados. CompensaçãoPelo texto, a nova compensação corresponderá a 7% do valor da água captada ou consumida. O cálculo levará em conta um valor de referência por volume de água, o qual será definido em regulamento. A autora, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), observa que a Lei das Águas, já prevê a cobrança pelo uso da água, mas argumenta que o dinheiro arrecadado não é repassado aos entes federativos. O projeto, segundo ela, busca criar uma compensação semelhante às existentes pela exploração de petróleo, recursos minerais e potenciais hidrelétricos. Repartição justaPara a deputada, a proposta promove "a justa repartição dos benefícios decorrentes da utilização dos recursos hídricos da União". Além disso, incentiva o uso eficiente da água, reduzir o desperdício e fortalecer políticas públicas de gestão ambiental, saneamento, abastecimento e desenvolvimento sustentável. Distribuição dos recursosO texto estabelece que os valores arrecadados serão distribuídos da seguinte forma:

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  • 65% para os municípios;
  • 25% para os estados;
  • 10% para a União.
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Como o Distrito Federal reúne competências de estado e município, ele receberá as duas parcelas previstas na distribuição dos recursos. O dinheiro não poderá ser usado para pagamento de dívidas nem para despesas com o quadro permanente de pessoal. A proposta abre exceções para dívidas com a União e suas entidades, para despesas de manutenção e desenvolvimento do ensino — especialmente da educação básica pública em tempo integral — e para a capitalização de fundos de previdência. Próximos passosO projeto será analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Educação; de Minas e Energia; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

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Reportagem – Emanuelle BrasilEdição – Roberto Seabra

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sourceCom informações da Câmara dos Deputados

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FZL