Projeto cria regras para fiscalizar pessoas expostas politicamente

13/07/2026 - 12:52  

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Renato Araújo/Câmara dos DeputadosLeia mais

Bragança: texto consolida regras para que a atividade possa ser realizada de forma rotineira e técnica

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O Projeto de Lei 626/26 cria o Marco Legal de Integridade e Fiscalização de Pessoas Expostas Politicamente (PEPs). A ideia é prevenir e reprimir crimes como corrupção e lavagem de dinheiro por meio de fiscalização baseada em risco. A proposta define como pessoas expostas politicamente:

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  • os detentores de mandatos eletivos;
  • os ministros de Estado;
  • os integrantes do Poder Judiciário, do Ministério Público e dos tribunais de contas; e
  • dirigentes partidários e sindicais de âmbito nacional.
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Protocolos e auditoriasDe acordo com o texto em análise na Câmara dos Deputados, órgãos federais de fiscalização tributária, inteligência financeira e controle interno deverão manter protocolos para identificar riscos e realizar auditorias periódicas. A fiscalização abrangerá familiares até o segundo grau e estreitos colaboradores, continuando por cinco anos após o término das funções públicas. A atuação de agentes públicos no exercício das funções não configurará violação de sigilo. PatrimônioOutro ponto da proposta permite que o Ministério Público requeira à Justiça a notificação de PEPs para esclarecer a origem de bens incompatíveis com seus rendimentos. Esse processo tramitará em segredo de justiça. A medida será aplicada quando houver suspeita razoável de envolvimento em atividades ilícitas ou quando os bens não constarem na declaração oficial. Caberá ao investigado comprovar a origem lícita dos recursos. GarantiasO projeto estabelece garantias para servidores públicos que atuam na fiscalização de PEPs. Haverá presunção de legitimidade dos atos funcionais. Punições sem comprovação de dolo específico ou desvio de finalidade serão proibidas. “O texto consolida regras para que a atividade fiscalizatória e de inteligência financeira sobre PEPs possa ser realizada de forma rotineira e técnica”, disse o autor da proposta, deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP). Próximos passosO projeto será analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Administração e Serviço Público; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, terá de ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

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Da Reportagem/RMEdição – Marcia Becker

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sourceCom informações da Câmara dos Deputados

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FZL