Selo reconhece iniciativas empresariais em favor da igualdade

O Ministério das Mulheres entregou o Selo Pró-Equidade de Gênero e Raça para 80 empresas de diferentes ramos de atividade econômica, instaladas em todo o paísLeia maisLeia maisLeia mais

A cerimônia de entrega do selo ocorreu na tarde desta segunda-feira (25), em Brasília. A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) foi uma das premiadas, conquistando o selo pela terceira vez.

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Conforme nota do ministério, a proposta é “incentivar médias e grandes empresas a adotarem práticas de equidade em suas estruturas organizacionais, especialmente nas áreas de gestão de pessoas e recursos humanos, promovendo mudanças institucionais que contribuam para a redução das desigualdades e para o fortalecimento de ambientes corporativos mais inclusivos.”

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As iniciativas empresariais alcançaram 660 mil trabalhadoras e trabalhadores de empresas privadas, públicas e de economia mista. As companhias atuam com prestação de serviços de energia, transporte, comunicação, telecomunicações, infraestrutura, saúde, indústria farmacêutica, pesquisa e tecnologia além do sistema financeiro.

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Entre as práticas implementadas pelas empresas certificadas estão a ampliação das licenças maternidade e paternidade, oferta de auxílio-creche, flexibilização da jornada de trabalho e ações de enfrentamento à violência contra as mulheres no ambiente corporativo.

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“Nós sabemos que é possível e queremos um mercado ativo e eficiente, que produza para o país e melhore a economia. Ao mesmo tempo, esse mercado deveria ser sempre digno, honrando as pessoas, as trabalhadoras e trabalhadores”, defendeu a ministra das Mulheres, Márcia Helena Carvalho Lopes, em discurso de abertura da cerimônia.

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Melhores salários

Dados da Secretaria Nacional de Autonomia Econômica e Política de Cuidados, vinculada ao Ministério das Mulheres, contabilizam que as diferenças salariais entre homens e mulheres nas empresas certificadas são menores. Enquanto a média nacional é de 20,9%, o índice cai para 15,43% nas empresas agraciadas pelo do programa.

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Melhorar salários de mulheres e de pessoas negras é um dos propósitos do Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça, assinala Joana Passos, responsável pela secretaria.

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“A ideia é incentivar as empresas para que, ao proporcionar condições de trabalho e condições salariais adequadas, possam assegurar a presença das mulheres e das pessoas negras no ambiente de trabalho”, disse à Agência Brasil.

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Além de salários melhores e mais equilibrados, a certificação também valoriza políticas de progressão na carreira, formação e capacitação que incluam mulheres e pessoas negras.

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Rentabilidade 

O programa é coordenado pelo Ministério das Mulheres, em parceria com o Ministério da Igualdade Racial, o Ministério do Trabalho e Emprego, a ONU Mulheres e a Organização Internacional do Trabalho (OIT).

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Para os representantes dessas organizações, implantar políticas de equidade de gênero e raça geram dividendos às empresas.

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“Em um ambiente onde há igualdade racial e de gênero, todos os talentos, vivências e capacidades são respeitadas e valorizadas. Melhora a qualidade de vida das pessoas, gera bons negócios e aumenta a produtividade das empresas”, observa a ministra da Igualdade Racial do Brasil, Rachel Barros.

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O diretor do Escritório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) para o Brasil, Vinícius Carvalho Pinheiro, tem ponto de vista semelhante: 

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“A igualdade de gênero e de raça não é apenas uma agenda de justiça social, mas é também agenda de desenvolvimento e de produtividade. As empresas que hoje mostram condições de igualdade têm maior competitividade.”

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“Economias mais inclusivas são economias mais fortes”, completa Gallianne Palayret, representante da ONU Mulheres Brasil. Segundo ela, “organizações mais diversas tomam melhores decisões, ambientes de trabalho mais seguros e igualitários regem talentos, geram inovação e produzem desenvolvimento sustentável.”

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Cuidado familiar

Gallianne Palayret lembra que além do trabalho nas empresas, as mulheres são as principais responsáveis pelas atividades domésticas e de assistência à toda a família.

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“A mulher continua trabalhando em casa, no cuidado das crianças, das pessoas idosas, das pessoas doentes. Um trabalho essencial, mas ainda pouco reconhecido, pouco valorizado e desigualmente distribuído. Essa realidade não é natural foi construída historicamente. E justamente por isso, pode e deve ser transformada.”

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O chefe do escritório da OIT, Vinicius Pinheiro, concorda com a ponderação e por isso defende que em futuras edições do Programa Pró-Equidade a questão do cuidado familiar passe a ser um dos critérios para avaliação das empresas.

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“Sabemos que a desigualdade de gênero no trabalho começa em casa. Inicia com a chamada pobreza do tempo: as mulheres dedicam em média 21 horas de trabalho a mais que os homens para as tarefas domésticas e tarefas de cuidado”, calcula.

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EBC é premiada

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Presidenta da EBC, Antonia Pellegrino (centro), na cerimônia de entrega do Selo Pró-Equidade de Gênero e Raça - Valter Campanato/Agência Brasil

A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) foi, pela terceira vez, reconhecida com o Selo Pró-Equidade de Gênero e Raça. Para a presidenta da EBC, Antonia Pellegrino, "a EBC entende que a diversidade e a equidade de gênero e raça são um horizonte.” Na sua percepção, a entrega do selo é “um reconhecimento do conjunto de ações que foram efetivas.”

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Conforme relatório apresentado pela EBC ao Ministério das Mulheres para obter a certificação, a empresa realizou o recadastramento corporativo com recortes de gênero e raça para conhecer a composição do corpo funcional; implementou ações afirmativas em processos seletivos; e adotou medidas “voltadas ao cuidado e ao bem-estar no ambiente de trabalho, como a estruturação de salas de apoio à amamentação e campanhas institucionais de promoção da saúde”, entre outras iniciativas.

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A radialista Mara Régia, coordenadora do Comitê de Pró-Equidade de Gênero e Raça da EBC (Proeq), sublinha que o reconhecimento por três vezes “não é coincidência. É fruto de muita luta.”

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“Todo momento é preciso estar atento e forte, porque os retrocessos estão aí. O dia de hoje sela, mais uma vez, o compromisso da nossa empresa com ações pela equidade, com o fim do feminicídio e acima de tudo o fim do assédio.”

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sourceCom informações da Agência Brasil

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