Terremotos na Venezuela lançaram país em grave crise humanitária

Mais de um mês após dois terremotos arrasadores atingirem a Venezuela, o país enfrenta uma das piores emergências de sua história recente. 

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Os sismos afetaram a capital e estados vizinhos em um cenário econômico já frágil: no início do ano, cerca de 7,9 milhões venezuelanos precisavam de ajuda humanitária.

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Resposta humanitária

Os tremores estão entre os mais fortes que se tem registro na Venezuela. 

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O estado de emergência nacional impactou os meios de subsistência de comunidades, em vilarejos costeiros, impossibilitou a pesca e o turismo, principais fontes de renda das famílias. 

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De acordo o Escritório da ONU de Assistência Humanitária, Ocha, a resposta conjunta entre a ONU, governos e sociedade civil alcançou mais de 207 mil pessoas até o final de julho.

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Mais de 90% dos atendidos estão concentrados nos sete estados diretamente afetados pelos tremores. 

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Segurança alimentar

La Guaira lidera com 142,9 mil pessoas assistidas, seguido pelo Distrito Capital, Miranda e Aragua.

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Entre as pessoas atendidas estão 111,8 mil mulheres, 95,9 mil homens e mais de 2,2 mil com deficiência.

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A operação de assistência envolve 70 organizações, sendo sete agências, 24 ONGs internacionais e 39 entidades nacionais e locais, atuando em 14 estados, 52 municípios e 104 paróquias.

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As maiores mobilizações operacionais são nas áreas de saneamento, saúde e segurança alimentar.

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Refeições e cestas básicas 

O Programa Mundial de Alimentos, WFP, atendeu mais de 100 mil pessoas com refeições em abrigos e cestas básicas familiares em mais de 80 comunidades rurais e urbanas. 

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Em regiões onde os mercados locais continuam operando, a agência distribuiu cupons eletrônicos para estimular a economia local. 

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O WFP projeta atender até 500 mil pessoas nos primeiros três meses de operação e fez um apelo urgente para arrecadar US$ 80 milhões destinados a manter o abastecimento. 

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Déficit financeiro 

Paralelamente às ações emergenciais, o governo venezuelano e as organizações parceiras iniciaram uma avaliação detalhada do terreno para orientar os planos de recuperação e desenvolvimento a longo prazo. 

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Entre os principais doadores estão os Estados Unidos com US$ 270 milhões, a Comissão Europeia com US$ 36,5 milhões, o Fundo Central de Resposta de Emergência da ONU com US$ 17 milhões e a Suíça com US$ 11,2 milhões. 

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No entanto, o porta-voz do secretário-geral da ONU alertou para o financiamento insuficiente do Plano de Resposta Humanitária, que conta com apenas 42% dos recursos necessários. 

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Ele reforçou o apelo por apoio internacional contínuo, para as organizações seguirem prestando socorro às populações afetadas nos próximos meses.

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sourceCom informações da ONU

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FZL