Ucranianos passam até 11 horas em abrigos subterrâneos após Rússia intensificar ataques

Nesta quinta-feira, agências de ajuda humanitária na Ucrânia se mobilizaram para responder a um aumento de ataques mortais das forças russas, incluindo uma das maiores ofensiva já vistos à capital Kiyv.

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Segundo relatos, pelo menos 18 pessoas morreram na cidade, onde áreas residenciais densamente povoadas sofreram danos significativos e vários bairros tiveram que ser evacuados.

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“O som aterrorizante da guerra"

O coordenador humanitário da ONU na Ucrânia, Mathias Schmale, disse que as operações de busca e resgate continuam para salvar pessoas sob os escombros de prédios residenciais que desabaram, incluindo uma menina de 15 anos e sua família.

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Schmale condenou a nova onda de violência e disse que 3 milhões de habitantes de Kiyv passaram até 11 horas em abrigos antibombas ou se protegendo em casa, enquanto escutavam “o som aterrorizante da guerra".

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Quase 90 ucranianos ficaram feridos na capital, incluindo várias crianças. Segundo agências de notícias, prédios residenciais e um hotel foram incendiados.

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Médicos atingidos

Entre os feridos estavam vários profissionais de saúde e motoristas de ambulância, após uma garagem ter sido atingida e vários veículos terem sido danificados.

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De dezembro de 2025 a maio deste ano, o número de vítimas civis aumentou 40% em comparação com o mesmo período do ano anterior, de acordo com a Missão de Monitoramento dos Direitos Humanos das Nações Unidas na Ucrânia.

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Schmale ressaltou que “os civis em Kiyv e em todo o país não deveriam estar sempre se preparando para mais um ataque; eles deveriam estar protegidos pelo direito internacional humanitário”.

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O coordenador humanitário conta que os ataques mais recentes em áreas densamente povoadas da Ucrânia fazem parte de um "padrão mortal contínuo".

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Ao mesmo tempo, na Rússia e na Crimeia, um número crescente de ataques drones, atribuídos às forças ucranianas, causou grandes transtornos às instalações petrolíferas e o fechamento de aeroportos em Moscou.

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Cicatrizes invisíveis

Em toda a Ucrânia, organizações humanitárias prestam apoio emergencial a quase um milhão de pessoas afetadas pelos ataques da Rússia, cuja invasão em grande escala começou em 24 de fevereiro de 2022.

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Essa ajuda vital inclui primeiros socorros, abrigo, proteção, assistência financeira e apoio à saúde mental, considerada uma consequência generalizada, mas em grande parte invisível, da guerra.

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Schmale destacou que “a perda e o medo causados ​​por este e por todos os outros ataques intensificam o trauma psicológico que inúmeras pessoas têm de suportar”. Para ele, quanto mais a guerra se prolonga, mais profundas se tornam essas cicatrizes invisíveis.

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sourceCom informações da ONU

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FZL