Veja o impacto do programa Empreendedor Artesão na vida de mestre da cultura popular

“Fui me descobrindo gente por meio da minha arte, do meu artesanato.” É assim que o artesão Geraldo Magela, resume uma história iniciada aos 12 anos e que já soma mais de quatro décadas dedicadas à produção artística e ao ensino. Geraldo integra o Programa Empreendedor Artesão, da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), programa estadual que oferece qualificação, orientação para formalização e acesso a linhas de crédito aos artesãos paulistas.

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Nas mãos de mestre Magela, barro, papel, tintas e vernizes ganham novas formas. Presépios e Paulistinhas, imagens religiosas de barro ligadas à tradição popular, fazem parte do conjunto de obras criadas pelo artesão de 59 anos, morador de Jacareí, que trabalha principalmente com as técnicas de empapelamento e modelagem em argila.

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Magela é integrante do Programa Empreendedor Artesão. Para ele, a iniciativa representa um importante avanço para a valorização da categoria e para a aproximação entre o poder público e os profissionais do setor.

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“Fui tomando consciência desse novo movimento, colocando o Estado de São Paulo em um lugar de compromisso com a classe artesã, algo que há muito tempo não se via acontecer. A iniciativa também pode contribuir para atender demandas históricas da categoria e poderá suprir uma lacuna até então existente”, afirma.

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Estruturado para atender às principais demandas da categoria, o programa reúne pilares para o fortalecimento da atividade:

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  • Formalização: orientação para formalização; e emissão da Carteira do Artesão em nível estadual e nacional. Até o momento, foram emitidas mais de 1,7 mil carteiras.
  • Qualificação: cursos presenciais e on-line; capacitação técnica; e cursos de inclusão digital, e-commerce e pagamentos on-line.
  • Acesso ao crédito: linhas de financiamento por meio do Banco do Povo Paulista e da Desenvolve SP, com condições facilitadas para ampliar e modernizar os negócios.
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Fascinado pelos processos de criação, Geraldo diz que a etapa que mais aprecia acontece antes mesmo do trabalho manual. “Gosto do momento que antecede a criação concreta, ou seja, a criação mental, quando os bonecos e cenários começam a ganhar forma dentro da minha imaginação.”

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Após a modelagem, as peças passam por um período de secagem antes de serem levadas ao forno à lenha, método tradicional que aprendeu observando mestres artesãos da região. “A queima é um diálogo com o fogo, uma meditação lenta e cuidadosa para que o descuido com a temperatura não ponha tudo a perder”, relata.

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Os presépios ocupam lugar de destaque em seu trabalho. Para o artesão, o fascínio exercido por essas peças está ligado à memória afetiva. “O presépio toca, antes de tudo, o imaginário. Remete à infância, às memórias afetivas, encanta pelo colorido, desperta esperança, alegria e apresenta o belo.”

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Além de produzir suas obras, Magela dedica parte da carreira à formação de novos artesãos. Em 2013, recebeu do Ministério da Cultura o reconhecimento como Mestre da Cultura Popular. A premiação reconhece pessoas que atuam na preservação e transmissão de saberes e tradições ligados às culturas populares brasileiras.

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Segundo ele, a maior recompensa vem das pessoas que se identificam com suas criações. “Poder ver a manifestação do contentamento de um cliente ou de um observador que, diante de uma peça feita por mim, se encanta é, por assim dizer, um segundo pagamento. Com o dinheiro, paga-se a matéria-prima e o tempo gasto, com o sorriso, ele me faz ter certeza de que trilhei o caminho correto”, conclui.

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Saiba mais sobre o programa no site: https://www.desenvolvimentoeconomico.sp.gov.br/DesenvolvimentoEconomico/institucional/Programas/empreendedor-artesao

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Sobre a SDEA Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), pasta do Governo do Estado de São Paulo, exerce papel fundamental para a reindustrialização e atração de investimentos com foco na geração de emprego, renda e desenvolvimento regional. Além disso, conta com programas de capacitação profissional, ações de fomento ao empreendedorismo, que incluem linhas de microcrédito do Banco do Povo. Tem como instituições vinculadas a InvestSP, a Desenvolve SP e a Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jucesp).

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sourceCom informações da Agência São Paulo

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