Para o subsecretário-geral da ONU para Assuntos Humanitários, Tom Fletcher, o aumento do tipo de agressão é “uma vergonhosa denúncia da falta de ação e apatia internacionais”.
A funcionária da ONU Mulheres conversa com mulheres em Kassala, Sudão. Em 2024, 60 trabalhadores humanitárias perderam a vida no país
Dia Mundial Humanitário
Nesta terça-feira, quando a ONU marca o Dia Mundial Humanitário, ele alertou que o número de ataques este ano já preocupa. Em 2024, o aumento de mortes foi de 31% se comparado a 2023.
Os dados destacam a situação “impulsionada pelos conflitos implacáveis”. Em Gaza, 181 trabalhadores humanitários mortos, o local é seguido pelo Sudão, onde 60 perderam a vida.
De acordo com as Nações Unidas, grupos estatais aparecem como autores mais frequentes dos assassinatos em 2024. A maioria dos funcionários locais foi atacada em serviço ou quando já havia chegado à casa.
Uma funcionária da Unrwa carrega um menino em Gaza
Poder e influência
Ainda em 2024, 308 trabalhadores humanitários ficaram feridos. Até 125 foram sequestrados e 45 detidos. Para Fletcher, um único ataque a um funcionário humanitário é um ataque a todo o movimento de auxílio e às pessoas a quem o trabalhador ou trabalhadora serve.
Ele exigiu ação internacional para os que tenham poder e influência ajam pela humanidade, protejam civis e trabalhadores humanitários e responsabilizem os autores desses atos.
Tom Fletcher reiterou que os ataques a trabalhadores humanitários e ao tipo de operações violam o direito internacional humanitário e afetam os meios de subsistência sustentando milhões de pessoas presas em zonas de guerra e desastres.
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Com informações da ONU
