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Início - Mundo - Agência reforça ações para proteger voos em zonas de conflito

Agência reforça ações para proteger voos em zonas de conflito

RedacaoBy Redacaoagosto 22, 2025Nenhum comentário3 Mins Read
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Em 2024, acidentes aéreos em voos comerciais causaram 296 mortes, representando um aumento significativo em relação aos 72 óbitos registrados em 2023. Ao todo, foram 10 desastres fatais no ano passado, com o maior número de vítimas na região da Ásia e do Pacífico.

Os dados são do Relatório de 2025 sobre o Estado da Segurança da Aviação Global, divulgado nesta sexta-feira pela Organização Internacional da Aviação Civil, Icao.

Prevenção contra ameaças externas

Além da segurança operacional, a agência também atua na coordenação entre os países para prevenir ameaças externas à aviação civil.

A ONU News conversou sobre essas ações de prevenção com o especialista português Ricardo Fernandes Ele é vice-presidente do Painel de Segurança da Aviação da Icao, nomeado por Portugal e pela Autoridade Nacional da Aviação Civil do país, Anac.

“Ao longo do ano passado nós tivemos, infelizmente, alguns incidentes relacionados com riscos que neste momento são emergentes e relevantes, nomeadamente os que resultam do sobrevoo de aeronaves civis em zonas de conflito. Isto é para nós, neste momento, algo que nos preocupa. É algo que temos trabalhado ao nível da Icao de forma a criar não só um sistema regulatório robusto a nível internacional, como também material de orientação para os Estados, de forma a prevenir estes incidentes”.

Ele ressaltou que já existem medidas em vigor que permitem às empresas aéreas obter informação em tempo hábil e definir planos de voo de forma a evitar sobrevoar zonas de conflito.

Especialista fala de riscos globais para a aviação civil

Reforço da cibersegurança

Fernandes também afirmou que a segurança da carga e correio aéreos continua sendo uma prioridade e que a cibersegurança é uma preocupação cada vez maior no setor da aviação.

“No ano passado, o Conselho da Icao criou um novo painel exclusivamente dedicado àquilo que é cibersegurança. E começaram os seus trabalhos de uma forma transversal, não apenas olhando para uma área específica da aviação civil, mas sim de uma forma transversal, que abrange a navegação aérea, a segurança da aviação e começaram realmente agora um trabalho bastante interessante. E essa é uma preocupação cada vez mais latente naquilo que são as medidas de prevenção, não só atos de intervenção, mas também disrupções que possam resultar de incidentes de cibersegurança”.

Segurança na aviação como prioridade internacional

A segunda versão do Plano Global de Segurança da Aviação, lançado pela Icao no ano passado, relata que, por muitos anos, a aviação civil tem sido um “alvo atraente para criminosos e terroristas”.

Esses atores exploram vulnerabilidades reais ou percebidas no sistema internacional de aviação civil.

Por isso, a Icao defende que a segurança da aviação permaneça entre as mais altas prioridades dos Estados e da comunidade internacional.

Ricardo Fernandes disse que a agência e todos os Estados-membros “se esforçam diariamente” para previnir as ameaças e atos de interferência ilícita, realizando um trabalho sério que contribui para que a via aérea continue sendo a forma mais segura de transporte. 

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Com informações da ONU

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