A agência informa que mais de 46,5 mil pessoas foram atingidas. As tempestades levaram ao colapso de sistemas de fornecimento de água e saneamento básico agravando uma situação que já era precária por causa do confito civil no país.
Comunidades arrasadas
Desde o início de agosto, as cheias causaram a destruição de casas forçando o deslocamento de milhares de iemenitas.
A chefe de Missão da Organização Internacional para Migrações, OIM, Amy Pope, afirmou que “as enchentes são outro golpe arrasador para famílias que já perderam muito”.
A destruição atual reflete a crise do ano passado, que também provocou danos extensivos e perdas de vida. No entanto, a intensidade e frequência das tempestades aumentaram este ano, influenciadas pelas alterações climáticas.
Centenas de pessoas ficaram sem abrigo, comida, água potável ou cuidados médicos.

Ajuda humanitária é entregue pela ONU a uma família afetada pelas enchentes em Al Jawf, Iêmen (foto de arquivo)
Assistência rápida
Dentre as províncias mais afetadas estão a capital Sana’a, Al Hodeidah e Ta’iz. Antes mesmo dos desastres naturais, o Iêmen já era classificado como uma das piores crises humanitárias do mundo.
O colapso do sistema sanitário aumentou os riscos de saúde pública. Hospitais e clínicas foram sobrecarregados, e muitas pessoas correm risco de infecções.
A OIM, em coordenação com as autoridades locais, fornece abrigos de emergência, água, saneamento e assistência rápida. Entre as ações estão a instalação de tanques de água, reabilitação de latrinas, deslamagem, e distribuição de dinheiro para que famílias possam comprar bens essenciais.
Falta de Fundos
A OIM alerta que a escassez de fundos ameaça a continuidade das operações de emergência. Sem recursos, mais pessoas podem morrer.
A crise é um lembrete da necessidade de investimentos em infraestruturas resistentes às alterações climáticas. Países em zonas afetadas por conflitos e na linha da frente da crise climática não podem ser deixados para trás.
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Com informações da ONU




