Na última sexta-feira (12), recebi com indignação a notícia de que a Secretaria Municipal de Educação determinou o fechamento da Educação de Jovens e Adultos (EJA) Modular da EMEF Capistrano de Abreu, no Itaim Paulista. No mesmo dia, estive na Diretoria Regional de Educação para dialogar com o diretor da DRE e buscar a reversão dessa medida injustificável.

Sob a alegação de falta de demanda, a Prefeitura ameaça encerrar um modelo essencial de ensino. A EJA Modular oferece flexibilidade de horários e ritmo de estudo, proporcionando acolhimento a jovens e adultos que precisam conciliar a volta à escola com trabalho e responsabilidades familiares, promovendo uma verdadeira inclusão social e educacional.

Essa ação evidencia, mais uma vez, o descaso com a educação e a tentativa de desmonte da EJA, resultado de decisões que envolvem tanto o governo estadual quanto a Prefeitura de São Paulo.

A Educação de Jovens e Adultos é fundamental para reparar desigualdades históricas e oferecer a chance de retomar os estudos a quem não concluiu sua trajetória escolar na idade adequada. Falar da EJA é falar de inclusão, cidadania e justiça social.

Infelizmente, o fechamento de salas não é um caso isolado. Desde 2019, a rede municipal perdeu mais de 14 mil vagas, uma redução de 35% no atendimento da EJA. Muitos alunos que buscam essa oportunidade já não encontram turmas abertas, e a redução de vagas ameaça a continuidade de uma política pública essencial.

Reduzir a EJA não é apenas uma questão administrativa: é uma escolha política. Significa negar o direito à educação de milhares de jovens e adultos que querem transformar sua realidade por meio do estudo. Especialistas alertam para o risco de descontinuidade do programa e enfraquecimento de toda a política.

As perspectivas para 2025 são ainda mais preocupantes. O governo estadual pretende fechar quase 150 turmas da EJA e do ensino noturno, e a Prefeitura anuncia inscrições, mas abrir matrícula não resolve se não houver vagas suficientes. O discurso oficial não se sustenta diante da redução sistemática das oportunidades.

A EJA não é gasto a cortar, mas um investimento social que transforma vidas e fortalece comunidades. Fechar uma escola ou uma modalidade é também negar direitos garantidos pela Constituição, é optar pela exclusão e condenar milhares ao analfabetismo funcional, à marginalização e à falta de perspectivas.

Como vereador, reafirmo meu compromisso: não aceitarei o fechamento da EJA em nossa cidade. Lutarei por mais salas abertas, professores valorizados e políticas que ampliem o acesso de jovens e adultos à escola. Educação é direito, não privilégio. E a EJA é parte essencial dessa garantia.

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Com informações da Câmara Municipal de São Paulo

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