A Assembleia Geral das Nações Unidas realiza, neste 22 de setembro, uma reunião de alto nível para marcar o 30º aniversário da Quarta Conferência Mundial sobre as Mulheres, realizada em Pequim, na China, em 1995. 

O encontro inclui uma sessão de abertura, uma plenária para discussão geral e uma sessão de encerramento, reunindo representantes de governos, agências da ONU e organizações da sociedade civil. 

Declaração e Agenda 2030 

O tema do evento é “Reafirmar o compromisso, mobilizar recursos e acelerar a implementação da Declaração e da Plataforma de Ação de Pequim para alcançar a igualdade de género e o empoderamento de todas as mulheres e meninas”.  

A reunião destaca as conquistas alcançadas, lacunas existentes e os desafios para a promoção do tema desde 1995. 

A Declaração e Plataforma de Ação de Pequim, adotada durante a Quarta Conferência Mundial sobre as Mulheres, continua a ser uma referência central para a promoção dos direitos femininos.  

Setor privado 

Em 2015, os Estados-Membros reafirmaram a sua relevância ao aprovar a Agenda 2030, reconhecendo que a Igualdade de Género é essencial para o progresso em todos os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Mais recentemente, o Pacto para o Futuro, em 2024, reafirmou o compromisso com este objetivo. 

A reunião enfatiza ainda a participação ativa das mulheres e a inclusão de diversos setores da sociedade,  organizações da sociedade civil, instituições e representantes do setor privado, como forma de assegurar que as decisões reflitam diferentes perspectivas. 

Estrutura da reunião  

A sessão de abertura conta com intervenções da presidente da Assembleia Geral, Annalena Baerbock, do secretário-geral António Guterres, de um representante da China, país anfitrião da Quarta Conferência Mundial sobre as Mulheres, e da diretora executiva da ONU Mulheres, Sima Bahous, entre outros oradores.  

A sessão plenária decorre sem interrupções e permite declarações de todos os Estados-Membros, membros das agências especializadas e entidades intergovernamentais observadoras. Cada delegação tem um tempo limitado. O encerramento está a cargo da presidente, Annalena Baerbock. 

Audiência interativa 

Como parte dos preparativos, foi realizada uma audiência interativa envolvendo representantes dos Estados-Membros, organizações não governamentais, jovens, instituições académicas, setor privado e instituições de direitos humanos.  

O evento avalia resultados de processos intergovernamentais anteriores, identificar lacunas e propor ações concretas. 

A participação de organizações da sociedade civil e do setor privado é destacada como essencial para o sucesso do evento, garantindo que vozes diversas, incluindo as das mulheres e meninas, sejam ouvidas e influenciem as discussões da reunião de alto nível  

Todos os trabalhos da reunião são transmitidos pela Internet, permitindo um acompanhamento global.  

source
Com informações da ONU

Share.

Comments are closed.

Exit mobile version