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Início - Brasil - Ato pede libertação de ativistas de flotilha e medidas duras do Brasil

Ato pede libertação de ativistas de flotilha e medidas duras do Brasil

RedacaoBy Redacaooutubro 5, 2025Nenhum comentário4 Mins Read
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Em mais um ato pró-palestina no centro de São Paulo, alguns milhares de manifestantes demonstraram solidariedade aos ativistas presos nesta semana por Israel enquanto tentavam romper o bloqueio naval imposto à região da Faixa de Gaza.

Eles ainda denunciaram a postura violenta da marinha israelense e pediram um posicionamento mais firme do governo brasileiro para garantir a segurança dos 11 nacionais entre as centenas de ativistas detidos.

“O principal motivo de a gente estar aqui hoje é pela luta pela liberdade e pelo fim do genocídio que acontece na Palestina. Também para demonstrar nossa solidariedade à flotilha, que foi sequestrada pelo estado de Israel em áreas de águas internacionais”, disse Ziad Saifi, 51 anos, comerciante de origem libanesa.

“Israel cometeu outro crime e deve ser julgado também por isso, e é por isso que a gente está aqui hoje lutando e gritando em alto e bom som”, disse ele, ao participar do protesto para chamar a atenção ao preconceito que o ocidente tem com o mundo árabe, à perseguição de islâmicos e contra o genocídio do povo palestino.

Concentrados desde o final da manhã na Avenida Paulista, os manifestantes se deslocaram em caminhada rumo à Praça Roosevelt, também no centro.

Bastante heterogêneo, o grupo contou com representantes de partidos políticos e sindicatos, brasileiros de origem árabe e organizações estudantis.

“Trazemos a exigência que o governo brasileiro, o governo Lula, rompa relações diplomáticas e comerciais com o Estado de Israel”, defendeu o jornalista Bernardo Cerdeira, 70 anos.

“É um absurdo que o governo brasileiro continue exportando petróleo e aço para um Estado assassino, genocida, e a única possibilidade de paz no Oriente Médio é que esse Estado que usa métodos, inclusive, nazistas seja eliminado e que exista uma Palestina livre do rio ao mar, como é a reivindicação de praticamente 100% dos manifestantes aqui presentes”, avaliou.

Lembrando do histórico das intervenções sionistas em territórios palestinos e de outros povos de origem árabe e persa na região, os militantes trouxeram a memória de Yasser Arafat, citada em caráter de igualdade às lideranças atuais e aos participantes da Flotilha.

Arafat foi líder da Autoridade Palestina e chegou a receber o Prêmio Nobel da Paz, por seus esforços em busca da paz no conflito no Oriente Médio.

Ele morreu em 2004, antes mesmo de parte dos jovens presentes na manifestação deste domingo terem nascido. É o caso de Sol, de 19 anos. Ele tem comparecido aos protestos desde o ano passado e caminhava para protestar contra o genocídio do povo palestino, contra o apartheid e contra o regime neocolonialista de Israel.

“A gente está aqui porque o povo palestino, não só pelo genocídio deles, mas porque o povo palestino representa a resistência anticolonial do mundo inteiro.” 

Flotilha Global Sumud

A Flotilha Global Sumud reuniu cerca de 50 embarcações que carregavam 461 ativistas de diversas partes do mundo com doações de alimentos e remédios para o litoral da Faixa de Gaza.

A intenção da mobilização é diminuir o impacto do bloqueio israelense à região, que tem levado a mortes por inanição e a surtos de doenças ligadas à higiene básica e às condições de vida.

Todos os barcos foram interceptados e seus tripulantes presos, desde a última quarta-feira, ainda fora das águas territoriais israelenses, com uso de equipamentos e tropas da marinha e força aérea de Israel.

Entre as denúncias nesta abordagem uma das que tem chocado o mundo é a de violência não justificada, como teria alegadamente ocorrido à ativista norueguesa Greta Thunberg. Ela teria sido arrastada e espancada, à vista dos demais militantes, como uma espécie de “exemplo”. 

“Temos de participar e defender os nossos ativistas, assim como as vítimas desse genocídio”, conclamou a professora aposentada Marta da Silva Mendes, 68 anos, que acompanha o tema há anos por solidariedade.

Brasileiros na flotilha

Dentre os mais de 400 ativistas detidos, onze são brasileiros. Para o Itamaraty, a interceptação fere direito internacional de liberdade de navegação, previsto por convenção das Nações Unidas, além da “detenção ilegal de ativistas pacíficos”.  

Em nota na última quinta-feira (2), o Ministério das Relações Exteriores cobrou a liberação dos brasileiros detidos.

O Brasil defende que Israel “deverá ser responsabilizado por quaisquer atos ilegais e violentos cometidos contra a Flotilha e contra os ativistas pacíficos que dela participam e deverá assegurar sua segurança, bem-estar e integridade física enquanto permanecerem sob a custódia de autoridades israelenses”.
 

Galeria – Ato pro palestina em São Paulo – Rovena Rosa/Agência Brasil

 

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Com informações da Agência Brasil

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