O FMI considerou que o país tem cumprido as exigências do programa de apoio para responder a novas necessidades de financiamento externo e sustentar o ajustamento económico.
Crise de energia
A nação de língua portuguesa no oeste da África enfrenta tendências demográficas desfavoráveis, uma crise no setor energético e atrasos na transição energética, mas mesmo assim consegui alcançar as metas.
A extensão por 12 meses inclui um aumento do acesso equivalente a US$ 6,1 milhões de Direitos de Saque Especiais, DSE, correspondente a 30% da cota do país.
Extensão por 12 meses e aumento do acesso permitem desembolso imediato de cerca de US$ 2,9 milhões
Com esta decisão, o acesso total passa a representar 155% da cota. A conclusão da segunda revisão permite um desembolso imediato de US$ 2,9 milhões, elevando as parcelas totais para cerca de US$ 13,7 milhões.
Revisão das perspectivas
São Tomé e Príncipe enfrenta desafios estruturais persistentes, incluindo a sua pequena dimensão e isolamento geográfico, elevada exposição a riscos climáticos, capacidade institucional limitada, base exportadora estreita e perdas contínuas de mão-de-obra devido à emigração.
O país ainda enfrenta choques recentes no fornecimento de eletricidade e atrasos na transição energética, que levaram à revisão em baixa das previsões de crescimento do Produto Interno Bruto, PIB, a uma desaceleração da inflação e à projeção de um novo défice na balança de pagamentos.
Desempenho do programa e medidas de política
O desempenho ao abrigo do acordo ECF foi considerado no geral satisfatório, com o cumprimento de quatro dos seis critérios quantitativos de desempenho no final de junho de 2025.
Dois critérios, relativos ao saldo primário interno e à acumulação de novos atrasos de pagamento externos, não foram cumpridos, levando as autoridades a solicitar derrogações, aprovadas com base no caráter temporário dos desvios e na adoção de medidas corretivas.
No plano estrutural, registaram-se progressos em vários marcos, incluindo a adoção de uma estratégia abrangente de mobilização de receitas internas e iniciativas para reforçar a gestão das finanças públicas.
Base monetária
O crédito à economia cresceu 11% em termos homólogos em setembro de 2025, impulsionado sobretudo pelo financiamento bancário às importações de combustíveis e às atividades nos setores da construção e da indústria transformadora.
O crescimento da base monetária e da massa monetária ampla foi sustentado por fortes entradas de remessas e por novos requisitos de repatriação de receitas de exportação.
Em meados de 2025, o setor bancário mantinha-se estável, com rácios elevados de capitalização e liquidez e níveis de crédito malparado estáveis, embora persistam riscos de concentração e elevada exposição ao setor público.
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Com informações da ONU
