A reunião da Comissão Extraordinária de Inovação, Tecnologia e Cidade Inteligente desta quinta-feira (21/5) debateu dois temas que impactam o dia a dia da capital paulista: a segurança urbana – com destaque ao programa Smart Sampa – e os desafios regulatórios, institucionais e jurídicos relacionados à mobilidade aérea urbana.
Para discutir os assuntos, o colegiado recebeu a secretária municipal de Segurança Urbana, Juliana Lopes Bussacos, e o procurador-geral da Câmara Municipal de São Paulo, Paulo Augusto Baccarin, para tratar dos assuntos.
Juliana atualizou os números do programa Smart Sampa – sistema de monitoramento que usa o reconhecimento facial de câmeras inteligentes para identificar casos de violência urbana e foragidos da polícia, além de ajudar a encontrar pessoas desaparecidas.
“Vejo que a ferramenta do Smart Sampa ferramenta faz a diferença no enfrentamento da criminalidade, integrando segurança, tecnologia e inovação para lidar com o crime. Atualmente, contamos com 50 mil câmeras integradas, sendo que 20 mil são da Prefeitura e 30 mil da iniciativa privada”, disse a chefe da pasta.
A secretária municipal de Segurança Urbana destacou a pretensão de adquirir ainda neste ano mais 20 mil câmeras de reconhecimento facial e leitura de placas para ampliar o programa. Juliana Lopes Bussacos explicou que a tecnologia é distribuída estrategicamente pela cidade.
“Analisamos a criminalidade e o fluxo de pessoas para facilitar o trabalho de inteligência e segurança otimizando os recursos humanos. É a proposta ao integrarmos com outros órgãos. Já fizemos mais de 5,2 mil prisões em flagrante e aproximadamente 3 mil capturas de foragidos”, completou ela.
Já Paulo Augusto Baccarin, procurador-geral do Legislativo paulistano, falou sobre os eVTOLs – aeronaves elétricas de decolagem e pouso verticais. Para ele, é preciso formular uma regulamentação para o novo modal a fim de garantir segurança jurídica. Além disso, Baccarin sugere a criação de um órgão municipal para não inviabilizar o negócio.
“Chegamos a conclusão que ninguém no mundo todo possui uma legislação. Roma é a cidade mais avançada. Então, há uma enorme expectativa do que São Paulo vai fazer. Vejo como responsabilidade e oportunidade de dar o primeiro passo. Um regulamento
sólido evita questionamentos dado o investimento feito por empresas. Não podemos improvisar, precisamos pensar com antecedência. Nosso desafio é construir”, explicou o procurador-geral da Casa.
Requerimentos
Ao todo foram aprovados três requerimentos durante a reunião. Um deles convida um representante da Comissão de Estudo Especial de Cidades e Comunidades Sustentáveis da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) para apresentar os critérios técnicos, os indicadores e os processos de certificação relacionados ao desenvolvimento de cidades inteligentes e sustentáveis.
Os documentos ainda solicitam a participação de um representante institucional do Smart City Business Institute – instituição dedicada à promoção de soluções inovadoras para o desenvolvimento urbano inteligente e sustentável. O convite também foi estendido a Siemens Brasil para debater os avanços tecnológicos aplicados no transporte urbano, além das soluções de inovação e infraestrutura inteligente em implantação na cidade.
A reunião da Comissão de Inovação, Tecnologia e Cidade Inteligente foi conduzida pelo presidente, vereador Sansão Pereira (REPUBLICANOS). O encontro, que pode ser visto aqui, contou também com a presença da vereadora Janaina Paschoal (PP).
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Com informações da Câmara Municipal de São Paulo


