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Início - Mundo - Países africanos apostam na energia nuclear para cobrir défice energético

Países africanos apostam na energia nuclear para cobrir défice energético

RedacaoBy Redacaomaio 28, 2026Nenhum comentário3 Mins Read
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O rápido crescimento demográfico, a urbanização e o desenvolvimento económico impulsionam o desenvolvimento de programas de energia nuclear no continente africano. A região tem 600 milhões de pessoas sem acesso à eletricidade. 

Desenvolvida para a presidência sul-africana do G20 em 2025, a publicação da Agência Internacional da Energia Atómica, Aiea, Perspetivas para a Energia Nuclear em África, explora a sua inclusão no planeamento energético do continente. 

Perspetiva nuclear no continente africano 

A África do Sul é o único país africano com uma central nuclear em funcionamento. No entanto, outros 16 países do continente – entre os quais o Senegal e a Zâmbia – consideram desenvolver energia nuclear ou já estão a construir a infraestrutura necessária, destaca a publicação. 

A Aiea relaciona o crescente interesse dos países africanos com o surgimento dos pequenos reatores modulares, SMR. Estes mecanismos são particularmente adequados a redes elétricas de menor dimensão e caracterizados por custos e prazos de construção inferiores aos dos grandes reatores.

Numa altura em que 14% da produção mundial de urânio provém de países africanos, a combinação da abundância dessa matéria‑prima com novos investimentos na gestão do ciclo do combustível pode lançar as bases para novas tecnologias nucleares no continente, sublinha a publicação.

© Pnud/Tanzânia
Trabalhadores da construção instalam painéis solares na Tanzânia. África tem 600 milhões de pessoas sem acesso à eletricidade.

Cooperação Regional e financiamento 

A agência destaca o potencial da cooperação regional na adoção de energia nuclear no continente, na medida em que incentiva a partilha de custos, infraestruturas e conhecimentos entre os países. Acresce-se, ainda, o reforço do poder negocial junto dos respetivos parceiros internacionais. 

A publicação destaca ainda a capacidade da integração continental no quadro do Mercado Único Africano de Eletricidade, que poderá permitir a integração de grandes reatores nucleares nas redes e mercados elétricos do continente africano. 

No entanto, a falta de financiamento viável continua a travar projetos nucleares em África. O mesmo ocorre nas renováveis, cujo investimento no continente representa apenas 2% do global, condicionado pela elevada dívida e pelas fracas classificações de crédito soberano.

Iniciativas reforçam potencial do nuclear

Através de parcerias com agências e parceiros internacionais, a Aiea tem vindo a apostar no envolvimento multilateral com a energia nuclear, equacionando o apoio da transição energética limpa com a viabilização de investimentos no desenvolvimento da energia nuclear.

Face à aposta energética nuclear no continente africano, a organização reitera a importância do forte compromisso nacional no desenvolvimento de um programa de energia nuclear bem-sucedido, capaz de assegurar uma coordenação eficaz e um amplo apoio político e público.

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Com informações da ONU

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