Com 15 quilômetros de extensão e 15 estações projetadas, a construção da Linha 6-Laranja já gerou mais de 11 mil empregos diretos. O ramal conectará a região da Brasilândia ao centro da capital paulista, na Estação São Joaquim. O primeiro trecho, entre as estações João Paulo I e Perdizes, começa a operar na próxima semana. O investimento total será de R$ 19 bilhões.

O projeto é fruto de uma Parceria Público-Privada (PPP) Integral entre o Governo do Estado de São Paulo e a Linha Universidade (Linha Uni), concessionária responsável pela implantação, operação e manutenção da linha. A concessionária tem como principal acionista a construtora Acciona, empresa encarregada da execução das obras civis.

Até o fim de 2026, as operações da Linha 6-Laranja devem chegar à Brasilândia, enquanto o trecho restante até a estação São Joaquim tem inauguração prevista para 2027. O novo trajeto vai reduzir o tempo de viagem de 1h30 para apenas 23 minutos, com uma demanda estimada em 633 mil passageiros por dia.

O cronograma de mobilidade urbana do Governo de São Paulo inclui outras entregas de impacto para o sistema metroferroviário. Entre as principais ações de 2026 está a Linha 17-Ouro, monotrilho que conecta o Aeroporto de Congonhas às linhas 9-Esmeralda e 5-Lilás, fruto de um investimento de R$ 5,97 bilhões.

O pacote de infraestrutura do Estado avança também em projetos de longo prazo, como o Trem Intercidades (TIC) entre São Paulo e Campinas, a concessão das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da CPTM, e a ampliação da Linha 4-Amarela até Taboão da Serra. Outro destaque é a extensão da Linha 2-Verde, que cruza a Zona Leste em direção a Guarulhos, recebendo aportes de R$ 14,8 bilhões.

Modelo inédito de PPP integral

A Linha 6-Laranja inaugurou um modelo contratual inédito na rede metroferroviária paulista, em que a concessionária assume a responsabilidade tanto pela implantação das obras quanto pela operação comercial. Essa modelagem alinha, no mesmo contrato, os incentivos para decisões de engenharia, sistemas e manutenção voltados à eficiência do serviço no longo prazo.

Após um período de paralisação, o projeto foi retomado em 2020 e se aproxima agora da entrega do primeiro trecho composto pelas estações Perdizes, SESC-Pompeia, Água Branca, Santa Marina, Freguesia do Ó e João Paulo I.

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Quando o ramal estiver totalmente concluído, a previsão é atender 633 mil passageiros por dia. O trajeto completo entre a Brasilândia e a Estação São Joaquim, hoje realizado por ônibus em um tempo médio de 1h30, será reduzido para apenas 23 minutos.

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Com informações da Agência São Paulo

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