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Início - São Paulo - Confira como denunciar violência doméstica e onde buscar apoio em São Paulo 

Confira como denunciar violência doméstica e onde buscar apoio em São Paulo 

RedacaoBy Redacaojulho 9, 2026Nenhum comentário5 Mins Read
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Rede de proteção inclui aplicativo com botão do pânico, registro de BO online e serviços exclusivos da PM para mulheres

Publicado em 08/07/2026 – 13:47

Confira como denunciar violência doméstica e onde buscar apoio em São Paulo 

Mulher vítima de violência em São Paulo pode procurar uma das 142 DDMs físicas espalhadas pelos municípios. Foto: Divulgação/Governo de SP.

Mulheres vítimas de violência podem denunciar agressores e buscar segurança de diferentes formas no estado de São Paulo. De 142 Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs) a um aplicativo específico para registrar B.O.s e acionar botão do pânico para casos com medida protetiva, conheça abaixo a rede de proteção à mulher no estado e como acioná-la: 

Delegacias de Defesa da Mulher

A mulher vítima de violência em São Paulo pode procurar uma das 142 DDMs físicas espalhadas pelos municípios, sendo 18 com funcionamento 24 horas. São locais destinados exclusivamente para o atendimento de vítimas da violência de gênero. Além disso, o Estado também oferece salas DDMs instaladas em delegacias com plantão policial. Clique aqui para conferir a relação completa das DDMs do estado de São Paulo bem como seus respectivos endereços. Outra opção é a DDM Online, que também funciona 24 horas por dia.  

Por meio da DDM online, é possível registrar ocorrências a partir de qualquer dispositivo conectado à internet sem sair de casa. Além de registrar o boletim online, as vítimas também podem solicitar medidas protetivas.

Aplicativo 

O aplicativo SP Mulher Segura unifica os serviços de atendimento às vítimas de violência. O cadastro no aplicativo é feito pela conta gov.br. Para acessá-lo, basta baixar o SP Mulher Segura na Play Store ou na App Store.

O aplicativo conta com um botão do pânico, que pode ser acionado por mulheres com medidas protetivas que necessitem de socorro policial imediato, mas também oferecem a possibilidade de registrar boletins de ocorrência 24h, evitando que a vítima tenha que se deslocar para uma delegacia.

O botão do pânico do aplicativo está associado à política de tornozelamento em vigor no estado, uma parceria com o Tribunal de Justiça de São Paulo que prevê o uso de tornozeleiras eletrônicas para o monitoramento de investigados ou réus por crimes contra mulheres. O monitoramento é realizado 24 horas por dia pelo Centro de Operações da Polícia Militar (Copom). Após audiência de custódia e decisão do Poder Judiciário, os agressores passam a utilizar a tornozeleira eletrônica e têm seus deslocamentos acompanhados em tempo real. Sempre que ocorre o descumprimento de alguma medida, como a aproximação do agressor de áreas definidas pela Justiça, a sala de gerenciamento do Copom recebe alertas sonoros e visuais. 

Cabine Lilás

Outra forma de atendimento para mulheres vítimas de violência em SP é a Cabine Lilás, serviço exclusivo da Polícia Militar para atendimento de ocorrências do tipo. Trata-se de uma divisão dentro do Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) que conta com policiais femininas treinadas para atendimento de ocorrências e suporte a policiais que estão em campo. O acionamento da Cabine Lilás se dá pelo telefone do 190. 

Protocolo Não se Cale

Outra forma de denunciar violência contra mulheres em São Paulo é o Protocolo Não se Cale, disponível para mulheres em situação de risco em bares, restaurantes e casas de show. Ela pode pedir ajuda de forma verbal ou por meio de um gesto de socorro amplamente reconhecido: a palma da mão aberta para cima, com o polegar flexionado ao centro e os dedos fechados em punho.

O protocolo padroniza o acolhimento e suporte às vítimas de assédio, garantindo atendimento adequado e seguro. Em conformidade com a legislação vigente, profissionais dos setores de entretenimento, lazer e gastronomia devem estar capacitados para identificar e agir diante de sinais de socorro ou situações suspeitas de assédio. Mais informações clicando aqui. 

Serviços de acolhimento

Mulheres paulistas também têm à disposição locais para se abrigar diante de casos de violência. O primeiro é o Serviço de Acolhimento Institucional para Mulheres Vítimas de Violência, da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social. O local recebe mulheres encaminhadas via Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) ou pelo Centro de Referência de Assistência Social (Cras).

Procurando um Creas, a situação e a viabilidade do acesso serão avaliadas. É importante comparecer à unidade com documento de identidade, pois lá será realizado cadastramento e atualização do Cadastro Único (CadÚnico). Clique aqui para conferir a lista completa dos Creas do estado.

Outra possibilidade é a Casa da Mulher Paulista, que oferece acolhimento completo para a mulher vítima da violência. O equipamento é dedicado à proteção, ao acolhimento, à capacitação e à orientação das mulheres em direção ao mercado de trabalho, além de fornecer suporte jurídico e psicológico para recuperação de autonomia e confiança.

A iniciativa está espalhada por diversos municípios do estado de São Paulo. Clique aqui para conferir a lista completa das Casas da Mulher Paulista em funcionamento no estado, bem como seus respectivos endereços.

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Com informações da Agência São Paulo

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